
A travessia do Caxias nesta primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro acumula contornos de uma verdadeira odisseia. Para o torcedor grená, o mar de emoções ao longo de 15 rodadas fez a Terceira Divisão Nacional parecer uma longa jornada. O time navegou perto dos líderes, habitou a zona de classificação do G-8 e também prova o lado amargo de estar fora dela. Firmar-se entre os oito primeiros tem sido a grande missão do técnico Marcelo Cabo.
Neste domingo (9), às 18h30min, em solo sergipano diante do Itabaiana, o Grená inicia o capítulo decisivo dessa caminhada rumo aos quadrangulares do acesso. A odisseia grená resiste após 15 batalhas de muito sofrimento e resiliência. A apenas dois pontos da faixa de classificação, a equipe busca conquistar mais uma vitória fora de casa para seguir rumo ao seu destino final na competição.
Pacto no Estádio Centenário
A semana no Estádio Centenário teve uma atmosfera diferente. Com um período mais longo de preparação, a remobilização do grupo contou com a presença do comandante máximo do clube, o presidente Roberto de Vargas. Nos bastidores do vestiário, o tom foi de cobrança firme, mas acompanhado de total respaldo institucional.
— Ele pontuou as situações e as circunstâncias, trazendo um apoio muito importante para o nosso trabalho. Como presidente, a presença dele me deixou muito feliz, assim como aos jogadores. Conversamos entre nós para criar essa mobilização em prol da busca pela classificação. É o momento em que o clube precisa se abraçar e dar as mãos, desde o porteiro que nos recebe na entrada ao presidente, todos precisam se unir, departamentos, conselheiros e diretoria. Não tem faltado apoio, eles têm nos sustentado nos momentos bons e nos difíceis — declarou o técnico Marcelo Cabo.
A palavra de ordem
Para o comandante Grená, o encontro com a presidência serviu como um divisor de águas para renovar as energias e ajustar o foco exclusivamente nos quatro compromissos finais.
— A palavra de ordem é mobilização. A gente mobilizou o clube. Pode ter certeza de que, do jogo contra o Botafogo-PB para cá, houve uma união muito grande, acompanhada da compreensão e do apoio ao nosso momento. Hoje estamos fora do G-8, mas na porta dele. E o mais importante: só dependemos de nós mesmos. Não dependemos de ninguém para classificar. A presença do presidente foi fundamental para quebrarmos o retrovisor. Não adianta olhar para trás nem ficar remoendo; é daqui para a frente. Serão quatro finais e precisamos pensar jogo a jogo. Não adianta pensar no Figueirense antes de enfrentarmos o desafio contra o Itabaiana — concluiu o treinador.

