
Uma vitória fora de casa, contra a Ferroviária, um adversário direto na briga pelo G-8, colocou o Caxias novamente entre as equipes que estão no caminho dos quadrangulares do acesso na Série C do Brasileiro.
A quebra de jejum em partidas longes do Estádio Centenário, na competição, não poderia ter vindo em melhor hora. Restando seis rodadas para o término da primeira fase, o resultado em Araraquara fez o Grená subir para o 6º lugar da tabela, com 20 pontos, e ter a chance de encaminhar a classificação nas duas próximas rodadas, quando se apresentará diante de seu torcedor.
— A gente já merecia a vitória desde o início. Podemos pontuar alguns jogos como contra Barra, Volta Redonda, Brusque, onde jogamos muito bem, até melhor do que em casa, em vários jogos, e a gente não conseguiu sair com o resultado. Essa vitória no último jogo vem para coroar o que o grupo tem feito — avaliou o meio-campista Marcelo Freitas.
O atleta iniciou a partida com a Ferroviária numa função mais adiantada no meio-campo. O técnico Marcelo Cabo o vê como um jogador versátil na meia-cancha e tem utilizado Marcelo Freitas na armação da equipe em algumas partidas.
— Temos trabalhado a força do grupo, muitos jogadores entraram e tiveram oportunidade. É muito importante, a gente volta para o G-8 e agora temos dois jogos em casa para nos consolidarmos e não sair mais — garantiu o meia.
As partidas que o Grená fará dentro do Centenário, em sequência, serão diante do Floresta (10º colocado, com 19 pontos), no sábado (11) e Botafogo-BP (7º, com 19), no dia 26. Dois adversários diretos na briga pela classificação aos quadrangulares do acesso.
— Está tudo muito embolado. O time que está embaixo, brigando para não cair, pode ganhar do primeiro colocado. Agora a gente vem para dois jogos importantíssimos em casa, onde, se nós fizermos os seis pontos, praticamente botamos um pé na classificação — afirmou o meio-campista.
Força que vem de fora
A união do grupo de jogadores e o respaldo no trabalho da comissão técnica não são os únicos ingredientes que podem colocar o Caxias no caminho do acesso à Série B de 2027. Em momentos decisivos da campanha grená nesta primeira fase, os atletas contam com a proximidade de familiares para dar aquele combustível extra de incentivo.
Marcelo Freitas recebeu a visita de seu filho Juninho, de sete anos, nos treinamentos desta semana. O guri também acompanhou atentamente a entrevista coletiva do pai. E até esboçou fazer uma pergunta:
— Responde aí como é ser jogador de futebol? — questionou Juninho para os risos do pai.
— O início foi muito difícil para mim, porque a minha família, os meus filhos, eles estão morando na nossa cidade natal, eles estão aqui só de férias, pra visitar o pai. Foi a primeira vez que ficamos separados por tanto tempo. Mas aos poucos eu fui me adaptando com isso e agora que eles estão aqui fica muito mais fácil né? — comemorou Marcelo Freitas, que finalizou:
— Os familiares perto do nosso grupo fazem total diferença. Depois de um jogo, por exemplo, como esse com o Ánapolis, onde a gente brigou para caramba, estava com o resultado na mão e tomamos um gol no último minuto, você vai para casa, você tá sozinho é muito difícil; mas quando você tem filho, você tem a esposa, você acaba esquecendo um pouco e focando no que realmente importa. Isso facilita para que as coisas dêem certo.


