
O departamento de futebol do Juventude segue trabalhando de forma estratégica para garantir que o elenco comandado por Maurício Barbieri suporte o ritmo intenso da reta final da temporada que virá pela frente. Com o mercado aquecido, o executivo de futebol do clube, Lucas Andrino, detalhou o perfil dos três novos atacantes contratados (Luis Amarilla, Lucas Alves e Léo Jabá), estipulou prazos, comentou sobre o interesse de rivais da Série A em atletas do plantel alviverde e revelou qual o único movimento que o Verdão ainda pode fazer antes do fechamento da janela de transferências.
Com a necessidade de encorpar o setor ofensivo, a diretoria buscou peças com características complementares. Lucas Alves, ex-Figueirense e artilheiro do Campeonato Paranaense no início do ano, já está à disposição de Barbieri e ficou no banco contra o Cuiabá. Já o paraguaio Luis Amarilla, vindo do Cerro Porteño, aguarda os tramites burocráticos por ser uma transferência internacional.
Já a situação de Léo Jabá exige um pouco mais de paciência por parte do torcedor. Devido a uma punição por doping sofrida no futebol paulista em 2025, o atacante só estará apto a estrear a partir do dia 9 de agosto.
— Nós fizemos três movimentos específicos nesta janela, baseados nas necessidades que eu, o Maurício Barbieri e a comissão técnica identificamos em conjunto. Temos um diálogo excelente no cotidiano; isso é, verdadeiramente, uma construção diária de ideias. A vinda do Léo Jabá, que poderá jogar a partir de 9 de agosto, nos agrega um atleta de muita força física e experiência. O Lucas Alves é um jogador mais jovem, com uma dinâmica diferente. E o Amarilla, que chegou recentemente, nos traz outra variante tática. Após o fechamento da janela não há mais volta — explicou Lucas Andrino.
Juventude blindado contra o assédio da Série A
A grande fase do Juventude na Série B inevitavelmente desperta os olhares de clubes que disputam a elite do futebol brasileiro. Sondagens envolvendo nomes como o lateral Raí Ramos e o meio-campista Mandaca repercutiram nos bastidores nas últimas semanas. No entanto, Andrino fez questão de tranquilizar a torcida, assegurando que o clube tem uma solidez institucional e não teme perder suas peças fundamentais por qualquer proposta.
— É absolutamente normal que executivos e analistas de mercado se falem para entender cenários. Para a posição do Raí Ramos, por exemplo, nós contamos com três grandes atletas: ele, o Nathan e o Aderlan. É natural que um clube necessitado na posição nos ligue perguntando se algum deles é opção de saída. Isso realmente aconteceu, mas em nenhum momento chegou uma proposta oficial — revelou Andrino, que completou:
— Eu praticamente não me preocupo com o assédio dos clubes da Série A, porque vejo o Juventude hoje em uma condição muito sólida. Para um jogador sair daqui agora, precisa ser um negócio financeiramente e institucionalmente muito importante para o clube e vantajoso para o profissional.
A busca por um ponta diferenciado
Com o elenco considerado equilibrado e preparado para os desafios que virão na Série B e na Copa do Brasil, o Juventude não se vê na obrigação de contratar por desespero. Caso o mercado ofereça uma oportunidade de ocasião, a prioridade da diretoria já tem posição definida: um atacante de velocidade que atue pelos lados do campo.
— A nossa equipe está muito equilibrada. Se existir algum movimento extra além desses três que anunciamos, seria a busca por mais um extremo (ponta), mas com características diferentes das do Fábio e do Manu, que são dois atletas de lado que jogam pelo setor direito. Se conseguirmos encontrar esse perfil, faremos o movimento, mas não há desespero — concluiu Andrino.


