
O Juventude optou por escalar um time alternativo na terceira rodada da Copa Sul-Sudeste e acabou derrotado no clássico Ca-Ju 291 por 1 a 0. O resultado pôs fim a um jejum de sete anos do Caxias sem vencer o maior rival.
Após a partida, o vice de futebol do Verdão, Luiz Carlos Bianchi, respondeu inicialmente ao presidente do Caxias, Roberto De Vargas, que falou sobre a falta de elenco do rival e da pequena presença de público no Centenário.
— Não devia estar aqui dando explicação para o presidente deles, né? Eu sei que ele falou também da nossa torcida e eu não costumo brigar com os números. Você pega a média de público dos últimos cinco, 10 anos e você vai ver quem tem torcida em Caxias do Sul e quem não tem. Então, eu não vou entrar muito nessa questão — destacou Bianchi, que ainda comentou sobre as prioridades do clube:
— A questão do time que botamos em campo também é nossa, foi discutida internamente com a comissão técnica, com a diretoria, e a gente elencou prioridades para a sequência da temporada. E a Copa Sul-Sudeste absolutamente não é prioridade para nós.
Porém, o dirigente fez críticas fortes ao desempenho da equipe em campo, especialmente voltadas aos atletas mais experientes, que não conseguiram desempenhar um papel minimamente competitivo.
— O clássico Ca-Ju é um jogo diferente, a gente tentou tratar ele de uma forma diferente, na medida do possível, dos atletas que a gente tinha à disposição, com boas condições físicas. Infelizmente, independente do time que foi escalado, o que o time produziu hoje beira o ridículo. A gente não conseguiu nada no jogo inteiro. Isso preocupa para a sequência da competição, no sentido de que a gente colocou em campo alguns atletas que são reservas imediatos da equipe, e isso realmente preocupa porque no momento que nós precisarmos deles, junto com os demais titulares, fica uma dúvida se eles vão poder dar conta do recado — avaliou Bianchi.
O dirigente ainda afirmou que o time, talvez, tenha feito sua pior apresentação na temporada:
— Um jogo muito ruim, acho que o pior do ano que a gente fez. Em um momento em que não poderia acontecer, num momento de um clássico onde a gente deveria ter, no mínimo, igualado as condições, mesmo que eles tenham vindo com um time titular, jogando a Copa do Mundo deles.




