
O Juventude enfrenta o Caxias nesta quarta-feira (8), às 18h, pela terceira rodada da Copa Sul-Sudeste. Embora a competição regional não seja tratada como o foco principal da temporada, a diretoria e a comissão técnica projetam o confronto com atenção devido à rivalidade e à necessidade de vitória antes da sequência na Série B do Campeonato Brasileiro.
Em entrevista à Rádio Gaúcha Serra, o vice de futebol do Juventude, Luis Carlos Bianchi, detalhou o planejamento estratégico para o clássico.
— A Copa ela não é prioridade, mas o clássico por si só ele tem a sua importância, e está sendo tratado dessa forma lá dentro por todos. A própria comissão técnica sabe da importância de ganhar um clássico, de dar uma amenizada nesse clima de incerteza sobre o trabalho que está sendo realizado. É dessa forma que a gente vem conduzindo — afirmou o dirigente.
O clube vem adotando um sistema de rodízio na Copa Sul-Sudeste, utilizando atletas do Sub-20 e reservas nas partidas contra Avaí e Novorizontino. Para o jogo deste meio de semana, a escalação foi definida com base na questão física:
— É força máxima dentro da condição física que os atletas têm, pensando também no jogo de sábado. Quem tiver condições de jogar contra o Caxias e estar apto a jogar contra o Goiás vai pro jogo. Quem tem uma dificuldade maior, quem já vem com algum desgaste, a prioridade vai ser o jogo de sábado contra o Goiás — explicou Bianchi.
Ele está com o grupo na mão e o grupo está fechado
LUIS CARLOS BIANCHI
Vice de futebol do Juventude
Mudança no gol e ritmo de jogo
Uma alteração que deve ser confirmado será na meta alviverde. O goleiro Pedro Rocha pode ser o titular no lugar de Jandrei. A decisão é estratégica, pois o camisa 1 pertence ao São Paulo e, por cláusula contratual, não poderá enfrentar o clube paulista na Copa do Brasil. Com isso, a comissão técnica busca dar ritmo de jogo ao substituto imediato, Pedro Rocha.
A direção também avalia que um resultado positivo no clássico servirá como suporte para o trabalho do técnico Maurício Barbieri, especialmente porque a equipe ainda busca vencer na Série B, onde enfrenta o Goiás no sábado, às 16h.
— Até em termos anímicos, porque por mais que não se tenha dúvida sobre o trabalho do Barbieri, os atletas acreditam naquilo que é treinado. Ele está com o grupo na mão, e o grupo está fechado com ele. Acredito que uma vitória no clássico vai dar uma certa tranquilidade maior para que eles sigam tentando colocar em prática o maior percentual possível daquilo que treinam durante a semana — concluiu o dirigente.



