
O volante Marcelo Freitas, 31 anos, já treina no Estádio Centenário com o foco na Copa Sul-Sudeste e Série C do Brasileiro. Ele chega por empréstimo da Portuguesa até o final da Série C.
O momento do Caxias é de transição no elenco de jogadores. Muitos atletas estão de saída. O clube também busca por reforços, como foi o caso de Marcelo, de olho nas duas competições nacionais sob o comando do técnico Marcelo Cabo.
— Acredito que o clube vai dar a volta por cima e voltar a brigar pelos objetivos que o clube tem traçado até o final do ano. O fato importante de eu vir para o Caxias é vir para jogar. Tenho a confiança do treinador, do diretor, do clube, que me abriu as portas — declarou Marcelo Freitas, que completou sobre essa fase do Caxias:
— Está saindo bastante jogador, tem chegado alguns. Essa semana foi uma semana quase cheia de treino, que a gente tem se dedicado bastante na parte física e na parte defensiva, temos ajustados alguns princípios que o Cabo gosta de ter ali dentro de campo e a gente vai se entrosando aos poucos.
CAMISA 8
O novo reforço Grená é um volante construtor, um típico camisa 8. Porém, o próprio Marcelo admite já ter feito a função de camisa 10, mas não é onde se sente confortável em campo:
— Tenho facilidade na saída de bola, construção, gosto de chegar na área, tenho um bom chute fora da área também. Mas eu consigo me adaptar muito fácil em todas as posições do meio campo. Com cada treinador eu joguei de uma forma. Eu estava na Portuguesa de 10, por exemplo. Não é a posição que eu mais gosto de jogar. Eu gosto de jogar de 8 — destacou o jogador.
PRESSÃO
Marcelo chega após um momento de pressão que passa o Caxias. Além de não conseguir o acesso em 2025 à Série B, o time começou o ano de 2026 com três eliminações seguidas em casa. Questionado se está preparado para a pressão no Centenário, ele respondeu:
— O futebol no Brasil é pressão o tempo todo. Eu cheguei na Chape em 2022, cenário um pouco parecido. A Chape tinha acabado de cair da Série A para a B, tinha ido muito mal. A torcida estava muito frustrada. Então, o estadual foi muito difícil e depois passou por uma reformulação e as coisas foram se ajustando — declarou o volante, que completou:
— Nós jogadores, ali dentro do vestiário, temos que saber que o torcedor quer ganhar. E se você pega a torcida do Caxias, ser eliminada, acho que em 20 dias, três vezes, é muito duro. Para mim foi muito duro. Eu cheguei na terça para jogar na quarta contra o Guarany (Copa do Brasil), infelizmente não deu certo o BID. Então eu assisti o jogo, eu participei do vestiário, eu senti as dores dos meninos. Foi muito doloroso.




