
O Juventude descobriu no São Paulo a solução para um problema que muitos clubes do Brasil não conseguem resolver: a lateral esquerda. Contratado por empréstimo com a promessa de receber mais oportunidades no Alfredo Jaconi, Patryck Lanza despontou como uma das referências da equipe de Maurício Barbieri no Gauchão 2026.
Aos 23 anos, o atleta aliou vitalidade física, inteligência tática e agressividade para aproveitar o esquema com três zagueiros montado pelo treinador e se transformar em ala no time alviverde. Foi assim que Patryck fez um golaço sobre o Grêmio, de Weverton, na Arena, na partida de ida das semifinais do Estadual.
E neste curto período com a camisa alviverde, o jogador ainda teve que se adaptar à cidade, pois nunca havia deixado São Paulo, e adquiriu aprendizados que levará para o restante de sua carreira, como quando foi expulso e punido por fazer gestos contra a arbitragem na partida com o Inter-SM, na primeira vez em que viu diante de seus olhos um cartão vermelho.
Em entrevista ao Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha Serra, Patryck Lanza revelou detalhes curiosos de seu começo no futebol e daquilo que viveu até aqui em sua passagem pelo Juventude:
Começo como volante no São Paulo
— Estive no São Paulo desde os meus nove anos. Não tinha idade para alojar no clube ainda, lá em Cotia. Aí eu era monitorado e treinava três meses no CT, uma semana e voltava. E a partir dos 14, a gente já pôde alojar e morar lá. Eu entrei no São Paulo de segundo volante, desde os meus nove anos. Ao decorrer desse processo, ressaltar o meu treinador Toninho, que é referência na base do São Paulo, viu uma oportunidade boa de me colocar na lateral. No começo eu não acreditava muito na ideia, aí fui jogando bem, acreditando no meu potencial e me adaptando. E no profissional, o São Paulo foi a minha casa por muitos anos, tive novas experiências, jogamos a Libertadores, uma Copa do Brasil, um Brasileirão, e acho que isso só agrega na minha carreira.
Campeão Mundial na Seleção

— A minha primeira convocação foi no sub-15, e todo jogador sonha com a camisa da Seleção Brasileira. Foi um processo muito importante, tenho três títulos com a Seleção: o Sul-Americano, o Mundial Sub-17 e o Pan-Americano. Motivo de muito orgulho pra mim, pra minha família, além de conhecer atletas importantes no futebol mundial. O Savinho, que está no Manchester City, o Andrey Santos, no Chelsea, o Vitor Roque, do Palmeiras.
Escolha pelo Ju e ligação de Barbieri
— Foi muito pelo projeto apresentado. O Juventude é um clube muito sério, sempre fez equipes boas, independente da situação de estar na Série A ou na Série B. E isso me motivou bastante. A ligação do Barbieri também foi muito importante. Passou muita confiança. E quando eu cheguei no clube, até fiquei impressionado pela estrutura e pelo jeito que me receberam. São esses pequenos detalhes que fazem a diferença dentro de campo. Você se sentir acolhido e confiante.
Presente de grego contra o Inter-SM
— Achei que foi pesada a punição porque foi uma experiência nova pra mim. Eu não sou um jogador que busca muito contato, um jogador violento, longe disso. Sempre priorizo a integridade do atleta. E foi um lance acidental. Mas na hora você fica bravo, revoltado, o que mais pegou foi a punição. E é aprendizado, né? Foi uma experiência ruim, mas para aprender. E uma curiosidade também, nesse jogo foram expulsos o Marcos Paulo e eu. E a gente fez aniversário no dia seguinte. Aí eu até brinquei com ele: "Pô, que presentão".
Atuação com direito a golaço na Arena

— Foi um jogo muito difícil, sofremos um pouco mais do que nos outros jogos. A equipe do Grêmio é uma equipe qualificada. Mas no segundo tempo, a gente teve chance ainda de ganhar o jogo e é muito trabalho, estava treinando muito esse último terço do campo para fazer as melhores decisões e, na jogada, percebi que o Weverton estava esperando um cruzamento ou até um chute rasteiro, aí fui feliz na batida e consegui trazer a gente vivo para casa.
"A eliminação no Gauchão doeu bastante. A gente merecia mais"
— A gente fez uma boa campanha no Campeonato Gaúcho, expectativa muito alta, a eliminação doeu bastante. A gente merecia mais, a gente merecia chegar na final e por consequência no título, mas o trabalho não para por aqui. Mas está sendo uma experiência muito boa, desde quando eu cheguei aqui em Caxias, fui bem recebido pela cidade, pela torcida e só tenho a agradecer pelo momento que a gente está passando. Estamos formando um grupo bem forte.
Recado ao torcedor jaconero
— A expectativa é muito alta. No Gauchão fomos eliminados por um deslize nosso, só que isso tem a agregar para a sequência de temporada. Na Copa do Brasil, a gente tem a nossa meta também, na Sul-Sudeste, que é uma competição nova e podemos conquistar o título inédito. E também a volta para a Série A, que é o mais importante.





