
A prefeitura de Caxias do Sul, o Banrisul e o Caxias oficializaram, na quarta-feira (4), um acordo histórico envolvendo a permuta de terrenos no bairro Euzébio Beltrão de Queiroz. O termo de compromisso e a cessão de crédito viabilizam a construção de pavilhões destinados aos recicladores que hoje ocupam a via pública na Rua Cristóforo Randon, oferecendo melhores condições de trabalho e solucionando uma demanda antiga local.
O presidente do Caxias, Roberto de Vargas, celebrou o desfecho de uma negociação que se arrastava por mais de uma década, destacando que o clube recupera parte de uma área que havia sido dada como garantia de dívidas passadas.
Segundo o mandatário grená, a regularização do entorno do Estádio Centenário é fundamental não apenas para a inclusão social, mas também para a imagem da instituição perante as delegações visitantes:
— Conseguimos, depois de muito tempo, chegar a um acordo onde fique bom para todas as partes. O Caxias volta com a área que não estava mais em nome dele, cede uma parte desse terreno para a prefeitura, onde a prefeitura construirá pavilhões de reciclagem, onde esses recicladores terão um espaço digno para trabalhar. Até para o Caxias é muito interessante que essa área se torne uma área regularizada, porque aqui vêm visitantes, vêm equipes de fora e ficava muito constrangedor para nós ter uma área do tipo que tinha — comentou.
O acordo financeiro foi desenhado para ser sustentável para o clube: o Caxias pagará ao Banrisul um valor abaixo do mercado, utilizando também permuta por publicidade. Além disso, a atual direção grená obteve uma vitória importante na negociação tributária, garantindo que os imóveis sejam transferidos sem o peso de dívidas acumuladas junto ao município.
— A prefeitura vai nos dar os imóveis totalmente sem dívida de impostos, transferência, IPTU. Porque esse acordo estava feito há mais de dois anos, e aí eu teria uma despesa de transferência de mais de 250 mil reais em impostos atrasados, transferência, multa, e esse foi um ponto que essa direção conquistou: abolir isso tudo — revelou Roberto De Vargas.
O procurador-geral, Adriano Tacca, informou que o próximo passo ocorre já na semana que vem, com uma reunião com um empresário local cujas compensações devidas ao Município serão convertidas na construção dos pavilhões.
O prefeito Adiló Didomenico reforçou que o avanço representa um marco para a inclusão social e a reorganização urbana da região central.



