
O que poderia ser a noite da primeira vitória do Juventude no Gauchão 2026, transformou-se em indignação e frustração pelo empate na noite desta quarta-feira (14). O Verdão saiu na frente do Novo Hamburgo, no Estádio do Vale, mas cedeu o empate após pênalti polêmico marcado pela arbitragem após revisão no VAR.
Para o técnico Maurício Barbieri, o comportamento da equipe, que recém completou seu segundo jogo na temporada, sem ter feito uma longa preparação ou amistosos, foi positivo.
— Eu acho que no primeiro tempo a gente se comportou bem. Eles mudaram a maneira de jogar em relação ao que eles tinham feito contra o Internacional. Colocaram um volante para fazer o terceiro zagueiro. A gente soube fazer bem a leitura de que o Marcos Paulo estava livre nessas situações. E a saída ia ser com o Marcos Paulo. E, na parada técnica, ajustamos essa situação de uma bola de corredor, que é onde acabou saindo o gol. Então, acho que a equipe entendeu bem o jogo no primeiro tempo, conseguiu construir a vantagem — avaliou o treinador, que comentou sobre o decorrer do jogo:
— No segundo tempo, mudamos a maneira, porque eles também mudaram a maneira de jogar. Nós desfizemos a linha de três, o Marcos precisou sair por uma questão física, coloquei o Ruschel, que é um lateral de origem. E ali eu acho que faltou a gente, não digo controlar, porque o jogo ficou um jogo de idas e voltas, mas faltou a gente ser mais efetivo nas oportunidades, um pouquinho mais de calma quando a gente tinha a bola no último terço.
Críticas à arbitragem
Dois lances geraram revolta do Verdão durante os 90 minutos. O primeiro deles foi a não expulsão do volante Amaral, do Noia, após ele cometer uma falta e já ter recebido cartão amarelo num lance anterior.
— É um erro determinante, não só pela quantidade de faltas, mas porque ele tinha acabado de tomar um cartão amarelo e matou um contra-ataque promissor. Nesse sentido, a regra é clara. A gente sabe que o árbitro não quer errar, é um profissional, é um ser humano, mas infelizmente hoje (quarta-feira), as decisões dele foram determinantes para o resultado — reclamou Barbieri.
O segundo ponto de crítica do treinador do Ju sobre a arbitragem foi o pênalti cometido por Léo índio em Alisson na etapa final. Para o treinador, o árbitro Tiago Pires Staduto deveria ter mantido a decisão de campo.
— Ele estava muito perto do lance, tomou a decisão de campo de não marcar e, a não ser que o VAR mostrasse com clareza que se equivocou, ele tinha que manter a decisão de campo dele. Infelizmente pra nós, e pra ele também, lamento, porque é uma mancha que fica na carreira dele. Hoje as decisões foram determinantes para o resultado — apontou Barbieri.
O Ju volta a campo no sábado (17), diante do Inter-SM, fora de casa, e segue a busca pela primeira vitória no Gauchão 2026.




