
Às vésperas da estreia no Gauchão, o técnico do Caxias, Fernando Marchiori, apresentou um balanço detalhado dos 51 dias de preparação para o confronto deste domingo (11) contra o São Luiz, às 16h, no Estádio 19 de Outubro. O treinador revelou que, descontando as folgas e recessos de fim de ano, o grupo teve 43 dias de treinamentos efetivos. Segundo Marchiori, o maior desafio foi lidar com a heterogeneidade do elenco, já que os períodos de inatividade dos jogadores antes da apresentação variaram drasticamente.
— Os remanescentes ficaram de 37 a 38 dias de férias. Já atletas que vieram da Série C bateram 78 dias parados, enquanto o Lucas Cândido, que chegou por último no dia 26 de dezembro, ficou 60 dias sem atividades — explicou o comandante grená.
Essa disparidade física forçou a comissão técnica a dedicar uma fatia considerável do cronograma exclusivamente para a recuperação do condicionamento dos atletas. Marchiori detalhou que muitos reforços chegaram com o nível físico abaixo do esperado e percentuais de gordura elevados, o que consumiu quase metade do tempo disponível.
— Você gasta praticamente 20, 20 e poucos dias com a parte física. Restaram cerca de 20 dias para a parte tática e técnica, para buscar o entrosamento necessário — pontuou o técnico.
"Não tivemos todos os atletas na mesma data"
Apesar do tempo total de pré-temporada ser considerado bom para os padrões brasileiros, as chegadas em datas diferentes impediram que o treinador trabalhasse com o grupo completo desde o primeiro dia. Isso resultou em uma série de variações nos treinamentos para que a comissão pudesse conhecer as características individuais de cada um dos 16 reforços.
— Não tivemos todos os atletas na mesma data para elaborar o trabalho, o que complica para ter um grupo homogêneo dentro de uma preparação — admitiu Marchiori, justificando as diversas formações testadas nos últimos amistosos.
Para a estreia em Ijuí, o treinador projeta uma equipe competitiva, mas reconhece que o ápice técnico e o entrosamento ideal serão alcançados com a bola rolando oficialmente. Devido ao formato de "tiro curto" da primeira fase, o Caxias precisará acelerar esse amadurecimento coletivo dentro das quatro linhas.
— Nós vamos chegar com necessidade de ritmo e entrosamento, mas acredito que vamos atingir um nível de competitividade e crescimento durante a própria competição — finalizou o técnico.


