
Caxias do Sul se prepara para viver as emoções do clássico Ca-Ju 290 e que marcará o 100º encontro entre Juventude e Caxias desde a unificação do Campeonato Gaúcho em 1961.
Há tempos a expectativa não era tão grande de que os times que entrarão em campo às 19h desta quinta-feira (22), no Alfredo Jaconi, desempenhem um futebol vistoso e que o jogo reserve gols e muita rivalidade. Até porque ambos chegam embalados por vitórias emblemáticas na competição, estando invictos após três rodadas disputadas.
Chegou a hora de colocar em campo tudo que foi feito até aqui no primeiro teste de fogo para as duas equipes. A invencibilidade do Juventude na competição e a epopeia na última rodada, quando venceu o Inter-SM, fora de casa, com dois jogadores a menos, ficará no passado. O que importa para o torcedor que for ao estádio são os três pontos diante do Caxias.
— É diferente por tudo que envolve, a gente sabe da rivalidade que tem aqui dentro da cidade. Mas acho que vai ser um grande jogo. A qualidade da equipe deles também, que vem fazendo um campeonato muito bom, tem jogadores de qualidade. E nós também estamos numa crescente — avaliou o atacante Gabriel Taliari.
Amigos, amigos, clássico à parte
Quando a bola rolar no Alfredo Jaconi, alguns atletas, como Taliari, deixarão de lado por 90 minutos a amizade que tem com jogadores que estarão vestindo grená do outro lado.
— Eu já joguei com o Tomas Bastos antes de vir pro Juventude, no CSA. Um jogador de muita qualidade e tem uma bola parada muito boa. O Dudu Vieira estava aqui (até o começo de 2025), é meu amigo, meu irmão. Mas dentro de campo, a gente sabe que eles vão pensar no Caxias, tem muitos jogadores que podem decidir os jogos, então temos que ter muita atenção — revelou o atacante alviverde.
Contratado pelo Ju em 2023, curiosamente Taliari entrará em campo na quinta-feira para disputar seu primeiro Ca-Ju como atleta alviverde. Em 2024 e no ano passado, o atacante esteve lesionado e ficou de fora do maior clássico do interior do Estado.
E ele não vê favoritismo de nenhuma equipe. Pelo contrário, o atleta valoriza o bom momento vivido pelos dois clubes e sabe que o "Fator Jaconi" pode ser um diferencial para decidir a partida.
— No Jaconi sempre fomos muito fortes, mas acho que clássico não tem um favorito. Já vimos diversas vezes no futebol times que não tinham favoritismo e acabaram vencendo. Então, a gente sabe que vai encontrar um jogo muito difícil pela frente — definiu o atacante do Ju.





