
O Juventude iniciou 2026 com sinais animadores na avaliação do seu comandante. O estreante de Mauricio Barbieri dirigiu o time alviverde diante do Ypiranga neste sábado (10), no Estádio Alfredo Jaconi, e o duelo terminou empatado em 1 a 1. Apesar de lamentar o placar diante da torcida, o treinador destacou pontos positivos da atuação.
Com apenas 13 dias de preparação, Barbieri ressaltou a entrega e a organização demonstradas em campo. Para ele, o desempenho indica um caminho promissor, mesmo que o resultado não tenha refletido a ambição da vitória em sua estreia na temporada.
— Sem dúvida nenhuma, por estar jogando em casa, a gente gostaria de outro resultado. Em resultado, não é satisfatório. Pelo rendimento, em função do pouco tempo e o grande número de mudanças de jogadores, foi bom. Dominamos maior parte do jogo e criamos muitas chances. A sensação no final do jogo foi de lamentar não ter aproveitado melhor as oportunidades que criamos — comentou Barbieri, que completou:
— A gente imaginava que fosse ter até mais dificuldades no ponto de vista físico. Suportamos bem. No final, o próprio Ypiranga, que teve mais tempo que nós, sentiu a parte física. Isso tem a ver com a maneira que a gente se comportou, obrigando eles a correrem para trás, circulando, amplitude e volume ao jogo. Tivemos um bom rendimento. Vamos ajustar os detalhes com o tempo e melhorando no entendimento da equipe.
Com pouco mais de 10 dias para ajustar o time, o Juventude iniciou o Gauchão em meio a mudanças significativas. A chegada do novo comandante trouxe não apenas ideias renovadas, mas também um elenco reforçado por contratações que buscam ajuda equipe na temporada.
Desde os primeiros treinos da pré-temporada, Mauricio Barbieri procurou implementar suas ideias. O modo de jogo começou a ser desenhado nos detalhes.
— Desses 13 dias, a partir do segundo ou terceiro dia, a gente começou a esboçar uma maneira de jogar, em função de como a equipe jogava no ano passado, das peças que a gente tem, as características dos jogadores. Com o tempo, fomos alternando entre um e outro jogador. Desde o início, a ideia era criar uma estrutura coletiva e trabalhar em cima dela. Já existe um bom entendimento entre eles, mas, claro, precisa melhorar. Isso vai acontecer com os jogos e com a sequência — avaliou o técnico, que finalizou:
— O rendimento foi bastante positivo. Existe uma tendência de seguir essa linha de trabalho que iniciamos, mas não quer dizer necessariamente que vamos manter os três zagueiros. Temos que estudar o Novo Hamburgo e entender o adversário. A definição do time contra o Ypiranga também levamos em conta como eles jogavam.


