
O Juventude inicia a disputa do Campeonato Gaúcho ainda em reconstrução. O elenco iniciou os trabalhos no dia 26 de dezembro e, devido ao calendário apertado, abre a competição diante do Ypiranga, neste sábado (10), em Caxias do Sul, sem que a equipe fosse testada em algum amistoso.
Por isso mesmo, o estreante técnico, Maurício Barbieri, teve que fazer um trabalho especial com os atletas remanescentes do time que disputou o Brasileirão 2025 com os reforços contratados pela direção. Alguns deles, ainda nem sequer tiveram a oportunidade de treinar, como os atacantes Juan Christian, do Cuiabá, e Marcos Paulo, ambos com 24 anos, ex-Operário-PR.
— Foram 13 dias de trabalho numa reformulação grande, se eu não me engano, são 13 chegadas e em aberto ainda. Tentamos, nesse primeiro momento, acelerar o processo para fazer com que os jogadores possam chegar na melhor condição possível, mas com uma ênfase bastante em tentar já encontrar uma forma de jogar conjunta — avaliou o treinador, que completou:
— O maior desafio agora não era treiná-los individualmente, nem ajudá-los a se desenvolver, que também é papel do treinador, mas principalmente conhecer e dar bastante ênfase no aspecto coletivo.
Cenário oposto vivido pelo adversário de estreia, já que o time de Erechim voltou aos treinos no dia 1º de dezembro e conseguiu disputar três testes preparatórios. O Canarino venceu o Azuriz, o Concórdia e a Chapecoense sub-20, sem sofrer gols nas partidas.
— Uma equipe que gosta de sair jogando, de um jogo mais apoiado claro que eles estão cientes da força do Juventude aqui então acredito que vai haver um respeito deles em relação a nós, mas eles também tem ciência de que estão há mais tempo treinando, trabalhando, desenvolvendo pode ser que eles apostem nessa intensidade mais pela questão física —, observou Barbieri.
Mas o treinador alviverde garante que a equipe está preparada para enfrentar um provável maior entrosamento do rival.
— Estamos preparados para o que aparecer, a ideia sempre é a gente tentar adotar uma postura protagonista do jogo, tentar ter o controle do jogo com ou sem bola, tentar impor o nosso ritmo, principalmente para fazer valer o fator casa. Mas se tivermos que em algum momento equilibrar mais o jogo, a gente está preparado para isso também.
"O torcedor é a alma desse clube"
Aos 44 anos e motivado para voltar à casamata depois de sete meses sem atuar — desde que deixou o Athletico — Maurício Barbieri revelou como imagina viver o ambiente no Alfredo Jaconi em seu primeiro jogo no comando do Ju.
— O torcedor é a força primordial, é a alma desse clube, é o que faz esse clube se mover. Faço o pedido de que a gente esteja com a casa o mais cheia possível; que ele possa vir, apoiar, torcer, cobrar sim Mas nos ajudar, nos empurrar, principalmente nesse primeiro momento inicial que a gente está com um pouquinho mais dificuldade. Eu acho que ele tem condição de ser um décimo segundo jogador e empurrar a equipe pra frente — finalizou Barbieri.


