
O Caxias apresentou oficialmente, na tarde desta quarta-feira (7), o seu reforço de maior "grife" para a temporada 2026. O volante Lucas Cândido, de 32 anos, vestiu a camisa grená e trouxe consigo uma bagagem rara no futebol do interior: a experiência de quem já esteve no topo do mundo.
Revelado pelo Atlético-MG, Lucas fez parte do elenco histórico que conquistou a Libertadores de 2013 e, no mesmo ano, entrou em campo em duas partidas do Mundial de Clubes da FIFA, no Marrocos. Agora, o desafio é outro, mas a ambição de vitória permanece a mesma. O time acabou em terceiro lugar.
Durante a coletiva, o volante relembrou com nostalgia a época em que despontava no futebol nacional sob o comando de Cuca, dividindo o vestiário com nomes como Ronaldinho Gaúcho.
— Foi um momento mágico, eu nem estava acreditando. Eu falava com meu pai e minha mãe que nem tirei muita foto, porque via aqueles jogadores de verdade e eu era um menino meio inocente ali. Mas aproveitei a oportunidade que o Cuca me deu. 2013 foi um ano muito bom e espero repetir esse sucesso aqui no Caxias — relembrou Lucas.
Polivalente
Apesar de ser volante de ofício, Lucas Cândido se apresentou como um "coringa" para o técnico Fernando Marchiori. Ao longo da carreira, o jogador desenvolveu a capacidade de atuar em diversas posições, o que pode ser um diferencial.
— Eu jogo de volante, mas eu jogo também de lateral. Ao decorrer da minha carreira, você vai aprendendo a fazer outras funções. Sou volante de ofício mesmo. Quando a oportunidade bate na porta da gente, temos que saber aproveitar. E eu aproveitei como lateral. Posso ajudar como lateral, como zagueiro. Eu já fiz até um 10, só que eu não sou 10, eu não tenho essa qualidade — destacou.
União: A fórmula para o sucesso em 2026
Mesmo com esse currículo pelo Galo, Lucas demonstrou humildade ao falar sobre o grupo atual. Para ele, o revés nos últimos jogos-treino de portões fechados (derrotas para Monsoon e Novo Hamburgo) não apaga o bom trabalho realizado desde dezembro. Para ele, o segredo para o sucesso está em uma palavra:
— A palavra certa para o Caxias é união. A temporada de 2026 é longa, exige muito, jogadores machucam, o entrosamento demora. No ano passado, eu estava na Ponte Preta, o clima era conturbado, mas estávamos unidos e saímos campeões (da Série C do Brasileiro). É esse espírito que quero trazer para cá — destacou o volante, que completou sobre a temporada com a Série C:
— Ano passado bateu na trave e o Caxias merecia subir. Este ano vamos trabalhar para ter a cabeça boa nos momentos decisivos.





