
O Caxias entra em campo neste domingo (11), às 16h, para iniciar sua caminhada no Campeonato Gaúcho 2026. O desafio será contra o São Luiz, no Estádio 19 de Outubro, em Ijuí. O duelo marca a primeira "batalha" de um torneio que, devido ao calendário apertado, terá apenas seis rodadas na fase inicial, exigindo erro zero dos participantes.
À frente do departamento de futebol pela primeira vez, o vice-presidente Chiquinho Corsetti detalhou o planejamento estratégico e a nova dinâmica interna do clube, onde atua ao lado do gerente João Corrêa e do executivo Léo Franco.
A logística e o desafio em Ijuí
Historicamente, enfrentar o São Luiz fora de casa é um dos compromissos mais distantes do interior gaúcho. Corsetti reconhece as dificuldades, mas demonstra otimismo quanto às condições de jogo e à postura da equipe de Fernando Marchiori.
— Jogar lá nunca é fácil. Antigamente se falava muito do gramado, mas as informações são de que melhoraram muito, o que será bom para as duas equipes. A cartilha de empatar fora e ganhar em casa é legal, mas, mesmo achando o empate um bom resultado, nós vamos em busca da vitória — afirmou o dirigente.
"Trocar o pneu com o carro andando"
Com uma pré-temporada superior a 50 dias e seis jogos-treino, o Caxias buscou integrar os 16 novos reforços aos 14 remanescentes. O objetivo foi equilibrar o nível físico e técnico do grupo, embora o vice de futebol admita que o ajuste final ocorrerá com a bola já rolando oficialmente.
— É um período em que tentamos nivelar ao máximo, mas nem todos estão no mesmo nível. Vamos emparelhando durante a competição. Acaba sendo como trocar o pneu com o carro andando, mas temos um elenco experiente que vai ajudar a acelerar esse processo — explicou Corsetti.
O atual elenco do Caxias conta com nomes que na hora que o time mais precisava não conseguiram corresponder na fase decisiva da Série C de 2025, como o lateral Ronei e o atacante Douglas Skilo. Questionado se houve alguma conversa com os atletas que ficaram, o dirigente respondeu:
— Todo mundo que ficou, a gente conta com o futebol deles. Tu citou aí, o Ronei, mas daqui a pouco ele não jogou porque o Thiago, nesse ano, foi melhor. Os atacantes, explicar o porquê que não fizeram gols na fase decisiva, para mim não foi falta de qualidade. Acho que talvez a gente como time, jogou um pouquinho mais recuado (no quadrangular da Série C) do que o que vinha jogando, acho que a gente respeitou demais — analisou.
"Um torneio"
A estrutura do Gauchão 2026, com apenas seis datas na primeira fase, transformou a competição em um torneio de "tiro curto". Para a direção grená, a atenção precisa ser redobrada desde o apito inicial em Ijuí.
— Agora é um torneio. Tu tem que entrar ligado desde o início. Se perde pontos na primeira rodada, já tem que buscar na seguinte. Acho que, dentro do que sobrou de datas para a Federação, foi um campeonato bem montado e, felizmente, viajaremos apenas uma vez para longe — avaliou.
Aprendizado e respaldo na gestão
Estreante no cargo máximo do futebol, Chiquinho Corsetti destacou a importância da rede de apoio que construiu no Centenário. Ele ressaltou a troca de experiências com Léo Franco e João Corrêa, além de ouvir conselhos de ex-presidentes e da atual gestão executiva do clube.
— Estou aprendendo bastante. Tenho uma convivência ótima com a comissão técnica, que é aberta ao diálogo. Estou respaldado pelo presidente Roberto e busco ouvir quem está em volta, como o ex-presidente Mário Werlang, para ter mais êxito nas minhas escolhas — finalizou o dirigente.






