
A ansiedade da torcida grená deve chegar ao fim neste domingo (11), por volta das 15h15min, quando a escalação oficial do Caxias para a estreia no Gauchão for finalmente revelada em Ijuí para o jogo contra o São Luiz. O clima de dúvida, alimentado pelas últimas derrotas nos jogos-treino, foi um dos temas da última coletiva do técnico Fernando Marchiori.
Ao ser questionado se o desempenho em campo justificava o placar das derrotas por 1 a 0 para o Monsoon e 2 a 1 para o Nóia, Marchiori negou que o time tenha sido inferior:
— Não, não. É como eu falo, tem alguns momentos dessa preparação que, contra o sub-20, você não é exigido na parte defensiva e serve para treinar variações ofensivas. Mas, por exemplo, aqui contra o Novo Hamburgo, nós colocamos um time base os primeiros 45 minutos, o jogo terminou empatado e nós tivemos um ótimo trabalho. Contra o Monsoon, nós tivemos três ou quatro oportunidades, enquanto eles tiveram mérito na última bola, que foi o único chute ao gol deles em todo o jogo de preparação — analisou.
Para o comandante, a preocupação externa com os placares não reflete a realidade do vestiário, que lida com a necessidade de entrosar uma espinha dorsal praticamente nova em todos os setores.
— Para mim, o placar é o que menos me preocupa. Eu acho que não temos que criar esse peso, pois a fase de construção é exatamente isso. Se pegarmos os remanescentes, veremos que os goleiros não são, a zaga inteira não é, e os volantes também não são atletas que já estavam aqui. Em cada treino você tinha dois ou três novos, então tudo isso requer um entrosamento e uma fase de adaptação que é um processo natural. Requer um entrosamento novo, requer uma fase nova, e tudo isso são processos que se tem que passar em uma forma de construção — destacou o treinador.
MINUTAGEM
Outro obstáculo detalhado por Marchiori é a falta de homogeneidade física. A diferença de tempo de inatividade entre os atletas que vieram da Série C e os que estavam em divisões com calendários maiores cria uma diferença de ritmo que influenciará as escalações.
— Com certeza a minutagem vai pesar, por isso dividimos os trabalhos entre 50 a 60 minutos para igualarmos o tempo desses atletas em campo e dar o máximo. É humanamente impossível você ter lastro quando se compara a times como Inter e Grêmio, cujos atletas jogaram 70 jogos e pararam 20 dias. Nossos jogadores tiveram o último jogo oficial em agosto, são praticamente cinco meses ou meio ano parados, e essa diferença de ritmo físico é brutal. É muita coisa, então a diferença é brutal entre os atletas que estão chegando e os que mantiveram alguma atividade — finalizou.

