
O discurso no vestiário do Juventude após a vitória no Ca-Ju 290 foi como o de conquista de título. Foi dessa forma que o clube tratou o 1 a 0 sobre o Caxias, que manteve o time invicto e deu ainda mais moral ao grupo de jogadores. Superado esse obstáculo, os comandados de Maurício Barbieri buscam neste domingo (25), às 18h, diante do Monsoon, no Alfredo Jaconi, dar um novo passo e obter a classificação antecipada às quartas de final do Gauchão 2026.
— Um clássico é um título à parte. Ao vencer um clássico, você sabe que dá muita motivação para o restante do campeonato, para o restante da temporada. Então, graças a Deus, vencemos. Vamos utilizar essa motivação para seguir trabalhando firme, trabalhando forte, concentrados e sem tirar o pé do chão em nenhum momento, para conquistar os objetivos e as vitórias que o clube merece — comentou o zagueiro Messias.
Um dos 14 atletas do Verdão que fizeram sua estreia em clássicos Ca-Jus na quinta-feira, Messias vai conquistando um espaço importante na equipe. O gol contra o Caxias só não veio porque a cabeçada que deu no primeiro tempo parou na trave. Mas isso só reforçou uma característica do atleta: a imposição na bola aérea ofensiva e defensiva. Líder dentro e fora das quatro linhas, e com atuações seguras, o jogador cresce na busca pela afirmação entre os 11 titulares.
— Eu acredito que a cada desafio que a gente passa, nos cria uma casca. Ele nos molda para sermos mais fortes. Então, tivemos um jogo no interior com dois jogadores a menos, e conseguimos superar esse desafio. Tivemos o clássico, e também conseguimos superar esse desafio. Isso tudo vai criando força para a equipe conquistar os objetivos do clube — avaliou o defensor.
Subir mais um degrau
A classificação antecipada à segunda fase do Estadual e a manutenção da invencibilidade em 2026 só reforçarão algo que é claro: o Juventude está em franco crescimento técnico e tático.
O esquema 3-5-2 foi utilizado inicialmente nos quatro jogos da equipe na temporada. Mas, quando precisou usar de outra estratégia, para fechar ainda mais os espaços, com dois homens a menos em Santa Maria, ou para abrir o time e furar a retranca grená no clássico, o time de Maurício Barbieri soube se comportar em campo e traduziu a estratégia em duas vitórias emblemáticas.
— Estamos num processo de construção de trabalho. A chegada de muitos jogadores envolve o conhecimento deles com eles mesmos, envolve o conhecimento daquilo que eu apresento, das ideias de jogo. A gente vai trocando e não é algo pré-determinado, não sai do caderno do Maurício para executar. Envolve essa troca e, por mais que a gente treine, por mais que trabalhemos situações e variações durante os treinos, o que vai definir é a experiência — avaliou o treinador, que finalizou:
— Com certeza, estamos amadurecendo, criando casca, nos tornando uma equipe cada vez mais competitiva.





