
O clássico Ca‑Ju reverbera o sentimento dos torcedores grenás e alviverdes. Nesta quinta-feira (22), o capítulo de número 290 reacende a chama da rivalidade e promete arrastar olhares, passos e corações para o Estádio Alfredo Jaconi a partir das 19h. Cada edição desse confronto carrega uma memória própria, e é nesse contexto de histórias que se prepara mais uma vez o presidente Fábio Pizzamiglio.
Ele está entre aqueles que vivem o Ca‑Ju de dentro para fora e chegará ao seu sexto clássico como presidente — e ainda sem saber o que é perder. Tem uma vitória e quatro empates. Por isso, cada encontro com o rival é um mergulho nas próprias memórias.
— Um gol inesquecível no Ca-Ju que eu vi na arquibancada foi o do Michel, encobrindo o goleiro, em 2003 — lembrou Pizzamiglio, em entrevista ao Show dos Esportes da Rádio Gaúcha Serra.
Cada Ca‑Ju se torna um capítulo acrescentado a uma história que se vive de perto, com a tensão de torcedor e a responsabilidade de dirigente entrelaçadas no mesmo sentimento. Esse clássico de 2003 foi marcante para o presidente alviverde.
— O clássico do 5 a 3 marcou, porque foi um jogo muito difícil dentro do Centenário, como todo clássico, todo clássico é. Então esse clássico foi muito importante. É um clássico positivo. A gente tem clássicos que, às vezes, marcam negativamente. A gente sabe dos dois lados, mas esse aí como positivo, essa virada que a gente teve lá 5 a 3 — contou Pizzamiglio.
Calça da sorte
Um presidente de clube também é, antes de tudo, torcedor — e todo torcedor carrega suas próprias manias, rituais e crenças, muitas vezes, silenciosas. No futebol, onde a razão nem sempre dá conta da emoção, as superstições se tornam quase uma forma de proteção.
— Eu tinha uma calça que eu usava, uma calça que era da Diadora. Era forrada e era a calça minha da sorte. Eu usava aquilo lá no inverno, no verão, tudo que era jogo. E sofria para usar aquela calça no verão. Mas era a calça da sorte, não podia trocar. Daí quando a gente foi campeão da Copa do Brasil, eu consegui perder a calça da sorte no Rio de Janeiro — lembrou.



