
A derrota do Juventude para o Santos, por 3 a 0, ficou em segundo plano na entrevista coletiva após o jogo. A segunda passagem de Thiago Carpini pelo comando do Juventude já tem data para terminar. O treinador confirmou que irá se despedir do clube no domingo (7), quando o time alviverde enfrenta o Corinthians, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.
— Foi o tema que mais me fez refletir nos últimos dias. Houve uma procura do clube. Nós tivemos algumas conversas para tentar definir a permanência, e isso não aconteceu. Não por esforço do Juventude, nem chegamos a esse detalhe, não é financeiro. A questão é um planejamento de carreira que eu já tinha. Talvez, o meu plano seria desacelerar um pouco. Não quero ficar muito tempo fora do mercado, vou esperar aquele projeto que seja interessante. O Juventude é sempre um projeto interessante. O Juventude não pode esperar por mim e precisa seguir seu planejamento, executivo, treinador e montagem do elenco — comentou o treinador, que completou:
— Eu vim para esses quatro meses. Recebi um chamado do clube de tentar. Por todo o respeito eu vim e, infelizmente, o objetivo maior não foi alcançado, mas deixamos um legado. A gente encerra o ciclo e vamos entregar da melhor forma possível.
Thiago Carpini explicou os motivos que o levaram a decidir pela saída do Juventude após o término do Brasileirão. O treinador fez questão de esclarecer que sua escolha não está relacionada à mudança no departamento de futebol com a saída do executivo Júlio Rondinelli e destacou o vínculo positivo que construiu com o clube ao longo dos últimos anos.
— Não tem a ver com a saída do Júlio Rondinelli. Foi um ciclo duradouro e vitorioso no Juventude. Isso não seria um contraponto para minha permanência. Relutei bastante na decisão, refleti e até pensei em mudar esse plano de carreira. Eu sempre fui feliz aqui. Mas eu tinha situações já traçadas na minha vida — finalizou.



