
O técnico Maurício Barbieri traçou o panorama da missão que o espera no Juventude para 2026. Com quase 24 jogadores com contrato no fim e apenas 10 remanescentes, a prioridade máxima é a montagem do grupo para a nova temporada, com Gauchão, Copa do Brasil, Série B e Copa Sul-Sudeste.
O treinador enfatizou que a situação do clube, após o rebaixamento, exige uma reformulação profunda, que impede o aproveitamento de uma base deixada pelo técnico Thiago Carpini.
— Estamos num momento de reconstrução do elenco, que é algo habitual toda vez que uma equipe tem um acesso ou um descenso. Vamos ter que reconstruir um elenco porque o número de saídas vai ser muito grande, o número de chegadas vai ser muito grande — comentou Barbieri.
Corrida contra o relógio e calendário intenso
Barbieri alertou para a urgência da situação. A pré-temporada está marcada para daqui a 10 dias, com apresentação em 26 de dezembro, e o calendário do Campeonato Gaúcho é denso, concentrando a primeira fase em poucas semanas no mês de janeiro:
— A gente precisa ser capaz de ser muito assertivo, porque temos um cenário de pouco tempo até a apresentação e um cenário de pouco tempo até a estreia do estadual. A gente praticamente vai jogar toda a primeira fase do estadual do dia 10 de janeiro até o primeiro dia de fevereiro — destacou.
Perfil acima da série
A busca por reforços passa por todas as divisões nacionais, já que o Juventude prioriza o perfil do atleta em detrimento da série em que ele atuou recentemente. O treinador elenco alguns elementos cruciais para a escolha de um jogador, segundo Barbieri, são:
- Cultura e Perfil do Clube: Se enquadrar na cultura da instituição.
- Intensidade e Agressividade: Equipe que demonstre essas características em campo.
- Profissionalismo e Caráter: Barbieri disse que o comportamento e o profissionalismo são fundamentais na escolha das peças, independente da divisão.
— Para nós, mais do que a divisão de onde está vindo o jogador, é o entendimento que a gente tem se aquele jogador se enquadra nesse perfil, se enquadra no perfil e na cultura do clube — disse o treinador, que completou:
— Podem vir jogadores que atuaram na Série A ultimamente, podem vir destaques da Série B, da Série C, podem ter jogadores jovens da própria casa da base.
Inflação no Mercado e Pedido de Paciência
O novo técnico reconheceu que o mercado está "extremamente inflacionado em relação a valores" e que o Juventude precisa respeitar sua "limitação orçamentária".
Ele finalizou com um pedido de paciência à torcida, já que a montagem de um elenco praticamente do zero exige tempo e nem todos os acertos virão na primeira janela:
— É uma reconstrução de elenco, isso precisa ficar claro e a gente precisa que o clube, que a torcida e a cidade também entenda isso. Vai ser muito difícil que a gente consiga acertar numa primeira janela tudo aquilo que a gente espera. Não funciona assim no futebol — concluiu o treinador.




