
Com a queda para a Série B do Brasileirão, as receitas do Juventude vão reduzir drasticamente. Um orçamento que passava dos R$ 100 milhões vai cair para R$ 39 milhões, no pior dos cenários. O número deve aumentar com a entrada de patrocinadores e as verbas com possíveis avanços na Copa do Brasil e na Copa Sul-Sudeste.
Com o valor definido para a arrancada da temporada de 2026, o Juventude também terá um montante inicial de R$ 26 milhões para o futebol masculino no ano que vem. Contudo, esse orçamento não significa que o gasto mensal será de R$ 2,1 milhões. Pelo contrário, a folha será mais baixa, pois há outros gastos com a pasta.
— A folha inicial, a gente vai trabalhar com R$ 1,2 milhão, dentro desses R $ 26 milhões, pode ser incrementado, sim. Ele é baixo, a gente sabe, temos noção disso, mas ele já é superior ao que a gente trabalhou no nosso acesso para a Série A de 2023 — explicou o presidente Fábio Pizzamiglio, que completou:
— Temos que trabalhar mais uma vez com a ajuda de parcerias, de empréstimos do famoso "0800" que conseguimos de clubes maiores. Agora, a gente deixa de competir com eles e passamos a ser parceiros dos clubes. Vamos utilizar isso para poder ter jogadores melhores sem onerar a folha.
Na Série A do Brasileirão deste ano, o custo mensal do Juventude se aproximou dos R$ 4 milhões. Valor ainda distante que outros clubes gastaram. O Inter, por exemplo, que lutou para não cair, tinha uma folha superior aos 20 milhões e quase teve o mesmo destino que o Alviverde.



