
A qualidade individual do Palmeiras é incontestável. Mesmo sem os titulares e com time alternativo, a equipe paulista segue um bom nível técnico. O reflexo está no trabalho de cinco anos de uma filosofia com Abel Ferreira. Diante deste adversário, o Juventude não conseguiu superar o Palmeiras e perdeu por 2 a 0 no Estádio Alfredo Jaconi, na noite deste domingo (2) pelo Brasileirão. Após o jogo, o técnico Thiago Carpini disse que gostou do que viu em campo.
- Fiquei muito feliz com a consistência do Juventude. Claro que a gente não fica feliz com o resultado, porque nós precisamos ter essa consistência, esses bons jogos, acompanhar do resultado. A organização funcionou melhor, tentamos algumas alternativas que não aconteceram no último jogo algumas deficiências que nós observamos - declarou Carpini, que ainda falou sobre o esquema com três zagueiros:
- Nesse esquema conseguimos usar o Nenê quase como um falso 9, alternando em alguns momentos, ele vem flutuar nas costas do volante, o zagueiro às vezes sai para caçar e a gente teria um pouco mais essa profundidade com dois jogadores de velocidade, que é o Bilu e o Véron. Não funcionou tanto essa velocidade como deveríamos. Aconteceram os espaços, mas hoje não foi das melhores partidas do Bilu. Hoje também não funcionou muito esse corredor do Verón.
O Palmeiras jogou o suficiente para vencer o Juventude. O time de Carpini fez força para tentar neutralizar o adversário e balançar as redes. O time até criou, mas parou no goleiro Carlos Miguel. A ineficiência voltou a ser destaque. Para o técnico do Juventude, o que definiu o jogo foi a individualidade da equipe de Abel Ferreira.
- Eles sabem que a gente Precisa entregar a nossa performance, acompanhar os resultados para chegarmos vivos até a nossa 38ª rodada. Então acho que foi mais ou menos essa a ideia para o jogo de hoje, muito em função do que encontrar com o adversário e o que definiu a partida hoje foi a capacidade individual, a capacidade de tantos jogadores do Palmeiras de poder encontrar como foi o segundo gol. Um talento individual, a iniciativa do Veiga finalização, então coletivamente acho que neutralizamos bem, mas é difícil você neutralizar tantos jogadores com essa capacidade de definição - analisou o treinador do Ju, que comentou os gols sofridos:
- Sobre os dois momentos que nós sofremos gols, nós estávamos melhores na partida. A gente sofreu um gol de uma fatalidade, uma finalização do Veiga, um bate-rebate e a gente vinha fazendo um bom jogo. No segundo tempo também, sofremos o gol numa transição, tivemos oportunidade até de eliminar essa transição. Eu não lembro de grandes defesas do Jandrei.





