
O ex-atacante Taiberson, 32 anos, com passagens por Inter, Juventude e Caxias, vive hoje nos Estados Unidos, onde encontrou uma nova forma de permanecer ligado ao futebol. Em Sarasota, na Flórida, ele criou e virou dono de uma escolinha, chamada Warriors FC, voltada ao desenvolvimento infantil, que já reúne mais de 60 jovens atletas, entre 6 e 15 anos.
O projeto se destaca pela diversidade: americanos, colombianos, venezuelanos, mexicanos e brasileiros dividem o mesmo espaço, unidos pela paixão pelo esporte.
A ideia surgiu quase por acaso. Em 2019, após deixar o Caxias, Taiberson desembarcou, pela primeira vez, no país e começou a treinar o filho nos campos locais. A dedicação chamou a atenção de outros pais. Da experiência informal nasceu a escolinha, uma nova etapa pós-carreira que mantém viva a essência do futebol — não mais dentro das quatro linhas, mas agora na gestão da sua escolinha e ajudando futuros talentos.
— Pensei em abrir uma escolinha voltada a treinamento pra infantil. É um pós-carreira, que de alguma forma, continuo ainda dentro do futebol. E hoje eu sigo tentando de alguma forma ajudar essas crianças, esses jovens. Eu procuro passar essa minha experiência, essa minha vivência pra eles — comentou em entrevista ao Show dos Esportes da Rádio Gaúcha Serra.
Taiberson iniciou sua trajetória profissional no Inter e, ao longo da carreira, acumulou passagens por diversos clubes do futebol brasileiro. Entre eles estão Athletico-PR, América-RN, Ponte Preta, Náutico, Juventude, CSA, Veranópolis, Caxias e Boa Esporte. Em 2023, no Pelotas resolveu aposentar uma experiência marcada por diferentes regiões e competições.
O ex-atacante decidiu encerrar a carreira cedo, após uma trajetória marcada por desafios físicos. Taiberson, que começou a jogar aos oito anos, enfrentou quatro graves lesões no ligamento cruzado do joelho, fator determinante para a escolha.
A transição foi planejada: ele passou a estudar novas áreas e encontrou oportunidades fora dos gramados, dedicando-se hoje à formação de jovens atletas. No pós-carreira, o ex-jogador assumiu o papel de gestor da escolinha, compartilhando experiência e valores para formar novas gerações.
— Foi uma decisão muito difícil. Tive muitas lesões. Tive quatro lesões de ligamento cruzado. Então, isso, pra um atleta de alto nível, é bem complicado. Eu sempre quis fazer o meu melhor todas as vezes que eu estava dentro de campo, mas chega uma hora que o corpo não atende o que o seu cérebro quer fazer, muitas vezes — disse Taiberson, que completou:
— O que sempre procuro transmitir para eles é que a persistência foi essencial na minha carreira. Acredito que essa seja a base de qualquer atleta: acreditar no que faz, manter o foco e ter resiliência. No futebol, e na vida, os obstáculos são inevitáveis, e é preciso força para superá-los. Todos os dias, quando converso com eles, reforço essa mensagem.

