
A Seleção Brasileira carimbou vaga para a Copa do Mundo de 2026 como quinto lugar na tabela das Eliminatórias Sul-Americanas. Mesmo que este seja o pior desempenho do Brasil no torneio, a esperança brasileira recai no técnico Carlo Ancelotti, que chegou na reta final da competição.
— O Ancelotti é um treinador sensacional, como pessoa, melhor ainda. Então é difícil de você falar alguma coisa negativa em relação ao trabalho dele. Pelos clubes que passou, ganhou. Além de ser um baita ser humano — declarou o meia Nenê, que foi atleta de Ancelotti no PSG.
O atleta do Juventude declarou em entrevista ao Grupo RBS, em Caxias do Sul, detalhes de como o atual técnico do Brasil trabalha com o grupo.
— Ele sempre deixa o jogador com a máxima confiança possível, bem à vontade mesmo. Um cara muito brincalhão, sempre está junto com os jogadores na resenha. Ele gosta da resenha, se não convidávamos ele pra algumas coisas, ficava p... (risos) — brincou o meia, que aposta no trabalho do italiano:
— Com o tempo, ele vai, com certeza, ajudar muito o Brasil. Claro que é outra cultura aqui, outro tipo de situação porque ele não tem muito tempo pra treinar, pra estar colocando a sua filosofia, um pouco disso foram os resultados, mas, acho que o último, não.
"Não tem condições, de você avaliar um jogo a 4 mil metros de altitude, o cara não fica nem com 50% da capacidade"
NENÊ
Jogador do Juventude
Nenê criticou jogos na altitude. Em El Alto, o Brasil perdeu para a Bolívia por 1 a 0, nesta terça-feira (9), a 4.150 metros do nível do mar.
— Não tem como a gente falar, porque não tem condições, de você avaliar um jogo a 4 mil metros de altitude, o cara não fica nem com 50% da capacidade dele. Se fosse, acredito eu, em outras circunstâncias teria sido outro jogo, tanto que no Maracanã, a gente já viu mais do estilo de jogo dele, mais agressivo, mais no ataque, assim, com mais controle de jogo, então, acredito que ele vá dar muito certo — avaliou Nenê, que completou:
— Tomara que ele tenha esse tempo pra poder colocar toda a filosofia dele e com um grupo, a gente, quem sabe conquistar o sonhado o título.
Nenê trabalhou com Carlo Ancelotti em 2012 e 2013 no PSG. Quando o italiano foi anunciado na Seleção, o meia brincou sobre a mensagem que mandou a ele:
— Eu falei: "óh, se precisar de um, de um camisa 10 aí, novinho, inexperiente, pode me chamar, tamo aí (risos).





