
O Juventude conheceu sua primeira derrota sob o comando de Thiago Carpini e encerrou uma breve sequência de três jogos invicto. No Estádio Alfredo Jaconi, neste domingo (24), o Verdão foi superado pelo Botafogo por 3 a 1 de virada. A queda, embora amarga, marca um ponto de inflexão no trabalho do treinador, que agora terá o desafio de transformar o tropeço em aprendizado e reafirmar o caminho traçado desde sua chegada.
Além da análise do jogo, o técnico do Juventude fez questão de dizer que não concordou com a arbitragem de Flavio Rodrigues de Souza, principalmente pelo pênalti marcado para o Botafogo no primeiro tempo, quando os cariocas empataram a partida.
— O jogo de hoje (domingo) leva muito em consideração o comportamento coletivo. Um primeiro tempo de novo quase que perfeito. Só não foi perfeito, porque quando a arbitragem quer ajustar e achar o pezinho, eles fazem. Triste. A gente fica revoltado. Eu vi e revi. Não encontrei esse pênalti. Isso foi determinante para o resultado do jogo. Era um jogo controlado — comentou o técnico em entrevista coletiva, que completou:
— Temos que enaltecer a capacidade do adversário. Se houve um erro nosso foi a maturidade no segundo tempo, quando vamos para uma trocação desnecessária. Faltou a nossa maturidade coletiva. Nós tivemos a organização, mas precipitamos e aceleramos o jogo. Uma partida que mostra nossa evolução e dá expectativa de coisas boas para o Juventude.
Para o segundo tempo, o Juventude voltou diferente. Sem Alan Ruschel e Nenê, o técnico optou por Marcelo Hermes e Gabriel Veron.
— A gente não estava conseguindo encaixar a dobra do Vitinho e do Jeffinho em cima do Alan. Não por conta do Alan, mas pela origem do passe. Adiantamos o Mandaca e funcionou, quando roubamos bolas e tivemos finalizações dentro da área. Muita coisa positiva e algumas a serem ajustadas — analisou as trocas.
No próximo sábado (30), o Juventude visita o Ceará, às 16h, no Castelão, na abertura da 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para esse jogo e para sequência, o time vai precisar melhorar o aspecto da maturidade para entender melhor as características da partida.
— A maturidade virá com o tempo, sabendo valorizar cada ponto. Hoje, um ponto era melhor do que nada. É conta básica. Não ganhou, não perde. Soma. Ainda mais dentro do Jaconi. Isso não apaga a valentia da equipe. Sem euforia, página virada — finalizou Carpini.





