
Não serão poucos os problemas que o novo técnico do Juventude terá que resolver, dentro e fora de campo, para melhorar o desempenho da equipe. Após a demissão de Claudio Tencati, a direção do Juventude procura um novo profissional que tenha a capacidade de comandar o clube nas 23 rodadas restantes do Brasileirão 2025.
O novo técnico terá a missão de salvar o Verdão do rebaixamento, algo que vem se desenhando há algum tempo. Afinal de contas, com apenas 11 pontos após 15 jogos disputados, o Ju é o 19º colocado na tabela de classificação.
Mas para alcançar tal feito, o técnico terá que reencontrar o equilíbrio da equipe, que passa pela formação de esquema tático, a recuperação da confiança das principais lideranças do grupo e da análise se o atual elenco, com as peças que estão no Alfredo Jaconi, é o suficiente para tirar o clube do Z-4.
Com base nestes desafios, a reportagem do Pioneiro elencou sete pontos que o novo técnico alviverde terá que trabalhar a partir da sua provável estreia contra o Santos, na segunda-feira (4), em São Paulo.
1 - Definir um esquema
Nos últimos três jogos no comando do Juventude, Claudio Tencati utilizou três formações diferentes em campo na tentativa de encontrar o equilíbrio do time.
Na goleada de 4 a 0 sofrida para o Cruzeiro, o esquema 4-4-2, com um homem a mais de marcação no meio-campo, na vaga de um dos atacantes, resistiu à Raposa por apenas 28 minutos. Depois, contra o São Paulo, a equipe voltou a atuar no 4-3-3, mas passou longe de ser ofensiva e não acertou nem um chute à meta de Rafael, mesmo no Alfredo Jaconi. Por último, diante do Bahia, Tencati utilizou o esquema 3-5-2 tendo em Natã a principal novidade entre os 11. O time tomou 3 a 0 e o resultado decretou a saída do treinador.
2 - Arrumar a defesa
Com 32 gols sofridos em 15 jogos, a defesa do Ju é a pior dentre os 20 participantes. Ponto primordial a ser trabalhado pelo novo técnico alviverde.
3 - Recuperar o rendimento de alguns jogadores
Nitidamente, o mau momento vivido dentro de campo fez algumas das principais lideranças e referências técnicas do Juventude caírem de rendimento. Atletas como o zagueiro Abner, os volantes Caíque e Jadson, o meia Mandaca, e o atacante Taliari tiveram propostas para deixar o Alfredo Jaconi, mas elas acabaram não se concretizando.
Recuperar a confiança e o foco do grupo é primordial para uma campanha de retomada no Brasileirão.
4 - Mexer no grupo
Dez jogadores deixaram o Juventude durante e após a intertemporada. Mas no elenco alviverde ainda há aqueles pouco aproveitados e os que não apresentaram um bom desempenho em campo. O papel do novo técnico será o de decidir, junto com a direção, se valerá a pena mantê-los no grupo ou encontrar um novo destino a eles. Além disso, poderá ser necessário escolher novos nomes que venham com intuito de jogar e agregar qualidade ao time.
5 - A força do Jaconi
As únicas três vitórias do Ju no Brasileirão 2025 foram em casa. Mas a equipe perdeu pontos importantes e tem uma das piores campanhas como mandante: o Ju é o 17º com oito jogos, três vitórias, três derrotas e dois empates. Fazer o Alfredo Jaconi voltar a ser a fortaleza de outras campanhas será vital para o time escapar do Z-4.
6 - Pontuar fora de casa
Se em casa a coisa não vai bem, fora é ainda pior. O Juventude é pior visitante da Série A. Perdeu todas as sete partidas disputadas, com direito a goleadas para Flamengo (6 a 0), Fortaleza (5 a 0), Cruzeiro (4 a 0) e Bahia (3 a 0). Somar pontos fora de casa é fundamental para o time alcançar o objetivo.
7 - Aproveitamento de 50%
Se seguir à risca a cartilha com os seis pontos citados acima, o novo treinador do Ju pode até livrar o time do Z-4. Mesmo assim, a missão é árdua porque a equipe somou apenas 11 pontos, ocupa a penúltima posição na tabela, e ainda precisará de pelo menos mais 34 para chegar aos 45. Um aproveitamento daqui em diante de 49%. O atual é de apenas 24%.



