
Depois de quatro jogos sem vencer no Brasileirão, o trabalho do técnico do Juventude, Fábio Matias, começou a ser contestado de forma mais forte pelas arquibancadas. Foram três derrotas, sendo uma de goleada para o Flamengo, e outras duas contra Inter e Atlético-MG. E mais um empate, dentro do Alfredo Jaconi, para o Mirassol.
Além dos resultados, o desempenho do time preocupa pensando na permanência do clube na elite do futebol brasileiro.
Matias teria perdido a mão, o que fez com que o técnico mudasse esquema, peças e escolhas que passaram até pelo goleiro na busca pelo equilíbrio da equipe, algo que não aconteceu nos últimos jogos.
Depois da primeira derrota em casa na temporada, diante do Galo, o diretor executivo Júlio Rondinelli comentou se o técnico corre riscos no cargo.
— Aqui não é apenas o trabalho do Fábio. É o trabalho do Júlio, do presidente Fábio, do comitê e de todas as pessoas que fazem parte do clube. A nossa avaliação não vai ser a vala comum do futebol de atribuir a responsabilidade a uma única pessoa. O Fábio é um profissional, não vou utilizar o termo prestigiado, mas respeitado pelo vestiário, atletas e direção — revelou o dirigente, que ainda completou:
— E o torcedor tem todo direito de cobrar e estar insatisfeito, como a direção também está. O que cabe a nós é trabalharmos e saber que teremos um ano duríssimo como foram 2023 e 2024. Temos que retomar os pontos que nós perdemos, seja dentro ou fora de casa.
O que diz o treinador?
A oscilação do Juventude na Série A do Campeonato Brasileiro é admitida pelo próprio treinador alviverde.
— A gente vem num processo de oscilação de momentos de jogo, e isso que me preocupa. Iniciamos o jogo bem, aí damos uma baixada em relação a nossa guarda, desequilibra um pouco, perde um pouco de organização, volta de novo, organiza, joga. Então, a gente tá num processo de oscilação — concluiu Fábio Matias.
Sobre a pressão que parte das arquibancadas sob seu trabalho, Matias destacou que no futebol, momentos ruins fazem parte do trabalho.
— A torcida tem todo o direito de cobrar, tem todo o direito de reclamar. Momentos bons, momentos ruins fazem parte da função do treinador, e eu tenho que estar preparado pra isso. E, normalmente, o treinador no futebol, vai viver muitos mais momentos, às vezes, ruins, do que momentos bons — avaliou Matias, que completou:
— O que a gente tem que ter é discernimento em relação a isso. E eu assumo as responsabilidades em relação a isso, e sempre assumi. Quando você faz trocas, que nem hoje (segunda-feira), a gente fez trocas, fez mudanças, é porque nós estamos buscando. Buscando coisas que a gente sabe que a nossa equipe pode dar.
Os números de Matias no Ju:
Em 2025: 18 jogos, nove vitórias, dois empates e sete derrotas. Aproveitamento de 53,7%.
Desde 2024: 25 jogos, 12 vitórias, quatro empates e nove derrotas. Aproveitamento de 53,3%.
Salvou o Ju do rebaixamento em 2024, após sete jogos, com três vitórias, dois empates e duas derrotas;
Levou o clube à semifinal do Gauchão 2025, perdendo a vaga nos pênaltis para o Grêmio, depois de sofrer um gol polêmico no tempo normal;
Na Série A, depois de uma boa arrancada, Ju ocupa a 15ª posição na tabela, com sete pontos, e está há quatro rodadas sem vencer.



