
A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF) divulgou, na terça-feira (1º) a lista dos sites de apostas que poderão operar no Brasil até o fim deste ano. Na relação nacional, há 89 empresas com 193 marcas de apostas. Não consta na lista a patrocinadora master do Juventude, a Stake.
Fundada em 2017 na Austrália, a marca estampa a região do peito das camisas de jogo e de treino dos elencos profissionais masculino e feminino do Verdão. O Juventude é o primeiro clube do país a ser patrocinado pela empresa, que também investe no Everton, clube de futebol da Premier League.
Quem não está na lista não poderá mais operar no país. O fato causou apreensão no torcedor alviverde devido a sua patrocinadora master ser uma casa de apostas. Bruno Zaballa, vice de Marketing do Juventude, revelou que o clube entrou em contato com a empresa. A informação que o alviverde recebeu é que a empresa busca regularização para seguir atuando no Brasil.
— Conversamos com representantes da patrocinadora e pelas informações que obtivemos, estão fazendo o possível para buscar todos os detalhes da regularização. Inclusive, foram solicitados ao clube alguns ajustes de aplicação da marca justamente para cumprir algumas normas impostas pelas mudanças na lei. É uma das marcas mais conceituadas do ramo, uma referência no segmento no mundo e temos certeza de que a situação será ajustada. Enquanto isso, nada muda e seguiremos firmes no acordo de patrocínio — Bruno Zaballa.
Os sites que não estão na lista divulgada pela Fazenda permanecerão no ar, nos próximos dez dias, somente para facilitar o pedido de devolução, pelos apostadores, do dinheiro que está depositado em seus nomes junto a essas empresas.
Segundo o Ministério da Fazenda novos pedidos de autorização podem ser feitos a qualquer momento. A SPA/MF tem até 150 dias para dar retorno para a operadora da casa de aposta.
SITES ILEGAIS
A partir do dia 11 de outubro, os sites não autorizados começarão a ser derrubados, com auxílio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Conforme nota do Ministério da Fazendo, mesmo após essa data, continuará sendo de responsabilidade dos operadores do site garantirem os meios para que os apostadores possam levantar os depósitos a que tenham direito.

