
A 49ª Expointer, que se encerrou neste domingo (6), em Esteio, teve saldo positivo para expositores da Serra, que retornaram às propriedades com prêmios e ótimos percentuais de vendas.
No Pavilhão da Agricultura Familiar, 115 empreendimentos expuseram produtos que conquistaram o público, como os queijos temperados da Laticínios Pipo, de Nova Roma do Sul.
Foram vendidos, segundo o proprietário, Natal Comin, 1,6 mil quilos, que representaram um faturamento de R$ 160 mil em nove dias de feira — o equivalente ao que normalmente se fatura em um mês. O crescimento é de 60% em relação à edição anterior.
— Esperávamos um percentual maior que no ano passado, mas nem tanto. Encontramos um público excelente e disposto a comprar produtos de alta qualidade. A cada ano percebemos essa busca e interesse por produtos artesanais feitos com matéria-prima de altíssima qualidade. É a melhor feira do Estado, não tivemos nunca um evento que atingisse esses números — comemora Comin.
A propriedade, localizada há quatro quilômetros do centro de Nova Roma, na Comunidade de Nossa Senhora da Salete, foi reconhecida também com um troféu de agroindústria destaque de 2026. A indicação foi feita pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), que levou em conta a inovação do catálogo de queijos autorias, que têm ingredientes como salame, chimichurri, pimenta-do-reino e até erva-mate.
Já na pecuária, os caxienses da Fazenda das Nogueiras tiveram 10 exemplares de gado campeões, em diferentes categorias, das raças Gir Leiteiro e Girolando. Para o pecuarista José Amaral, que participa da Expointer há 16 anos, o resultado coroa o trabalho e gera credibilidade para os negócios:
— Foi um ano muito bom. É o sétimo ano que ganhamos o prêmio Farsul/Banrisul, que homenageia o desempenho técnico das cabanhas. É uma distinção ao trabalho que fizemos já há 18 anos com raças que são muito fortes no Brasil central, e trouxemos para a Serra para contribuir com a pecuária leiteira do Estado.
Estreia rentável
Juntos, os 509 expositores do pavilhão da Agricultura Familiar venderam neste ano 5,6% a mais do que no ano passado. De acordo com dados da organização o público gastou mais de R$14,4 milhões em 2026, enquanto em 2025 o saldo foi de R$13,6 milhões. A edição deste ano ainda registrou o recorde de maior venda da história em único dia. No sábado(5) mais de R$2,6 milhões foram movimentados no setor.
A primeira vez da Casa do Cogumelo na Expointer não poderia ser melhor. De Flores da Cunha, o empreendimento pôde apresentar sete tipos de caponata que substituem a berinjela — ingrediente principal da receita — por cogumelos shitake, shimeji, portobelo e paris.
Foram cerca de 1,4 mil delas vendidas, segundo o proprietário, Joel Bolzan, muito por conta da inovação de ter um produto exclusivo para oferecer ao público. Além disso, a feira foi uma oportunidade para divulgar o restaurante instalado na propriedade localizada no Travessão Rondelli.
— Formalizamos a agroindústria em janeiro e passamos a frequentar as feiras. Tivemos já no início um desempenho muito bom e fomos incentivados a participar da Expointer, que foi, para nós, 25% maior que a ExpoBento e 15% a mais que a Festa da Uva — compara.
De Caxias do Sul, a Expointer ainda premiou a agroindústria Santa Bárbara, com o terceiro melhor salame tipo italiano, e as vinícolas Vinhos Seu Zé e Casa Hevian, com o primeiro e o segundo lugar, respectivamente, no vinho branco de mesa seco.
A Cabanha dos Bugres voltou a ser destaque na criação de ovinos da raça Hampshire Down, sendo campeã da categoria Ovino do Futuro Maior.
A Expointer vai completar 50 anos no ano que vem e já tem data confirmada. O evento volta ao Parque de Exposições Assis Brasil entre 28 de agosto e 5 de setembro de 2027.



