
A economia de Caxias do Sul cresceu 6,8% em fevereiro de 2026, na comparação com janeiro. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (8) pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) e pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Caxias do Sul (CDL). O desempenho foi puxado principalmente pela indústria, que avançou 10,5% no período.
O principal destaque dentro do setor industrial foi o aumento das horas trabalhadas, com alta de 24,1%, além do crescimento das vendas industriais, que subiram 21,7%.
Os demais setores também apresentaram resultado positivo, ainda que mais moderado. O segmento de serviços cresceu 3,1%, enquanto o comércio teve alta de 1,7%.
Apesar do desempenho mensal favorável, a comparação com fevereiro de 2025, com ajuste sazonal, aponta estabilidade. O indicador geral registrou leve queda de 0,2%. Nesse recorte, a indústria apresentou retração de 6,2%, sendo o principal fator de pressão negativa. Em contrapartida, serviços e comércio ajudaram a reduzir o impacto, com altas de 7,6% e 4,8%, respectivamente.

No acumulado do ano, considerando o primeiro bimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, o cenário segue de retração. O índice geral recuou 2,7%, influenciado pela queda de 10,1% na indústria. Já os setores de serviços e comércio mantiveram desempenho positivo, com crescimentos de 5,9% e 5,5%, respectivamente.
A análise dos últimos 12 meses também indica resultado negativo. A economia de Caxias do Sul acumula queda de 1,2%. Mesmo com a expansão de 8,1% nos serviços e de 5% no comércio, o recuo de 8,4% da indústria segue sendo determinante para o resultado geral. Conforme as entidades, o cenário reflete fatores como juros elevados, demanda interna enfraquecida e incertezas econômicas, que impactam diretamente a produção, os investimentos e o consumo.
Comércio exterior em alta
No comércio exterior, fevereiro apresentou avanço nas exportações. As vendas para outros países cresceram 8,5% em relação a janeiro e acumulam alta de 16% nos últimos 12 meses.
As importações tiveram comportamento mais contido, com crescimento de 0,9% no mês e queda acumulada de 10% em um ano. Com isso, o saldo da balança comercial registrou forte expansão, com aumento de 96% na comparação com janeiro.
Entre os produtos importados, predominam máquinas e aparelhos, que representam 56% do total. Já nas exportações, o principal destaque são os materiais de transporte, responsáveis por 43% dos embarques.
No recorte por países, a Argentina segue como principal destino das exportações, concentrando 25% do total. Na sequência aparecem Estados Unidos (13%), Chile (11%) e México (10%). Já nas importações, a China lidera com ampla vantagem, respondendo por 49% dos produtos adquiridos no exterior.


