
Aberta na tarde desta terça-feira (14) e promovida pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC), a 16ª edição da Envase Brasil faz Bento Gonçalves ser, até a próxima quinta-feira (16), o centro das novidades e tendências quando o assunto é o envasamento de bebidas.
Na Fundaparque, 140 empresas, incluindo expositores de 12 países, expõem soluções para o mercado e se voltam principalmente à economia de recursos, eficiência da produção e soluções para os novos hábitos de consumo.

A exemplo de como faz a fabricante francesa de vidro Saverglass nas garrafas para vinho de 419 gramas da Coleção Optimum, que já representam 25% das vendas da marca.
— Reduzimos em até 30% o peso da garrafa e toda a cadeia se beneficia, baixa inclusive o preço do frete. A sua composição tem 70% de cacos de vidro retornável e não é mais frágil que as outras. Já estamos puxando uma fila com competidores que pensam da mesma forma para reduzir a retirada de matéria-prima da natureza — explica o proprietário da Premier Pack, responsável pela importação da Saverglass no Brasil, Marcelo Falcão.
O aumento do consumo das bebidas de baixo teor calórico e desalcoolizadas também está no radar dos expositores que apresentam inovações para atender a indústria.

Às vésperas de inaugurar uma nova planta industrial em Flores da Cunha, Roberto Balardin explica na Envase Brasil como funciona a máquina italiana que desalcooliza vinhos, espumantes, cervejas e destilados.
A tecnologia foi trazida por ele ao Brasil e vendida no ano passado para a vinícola Luiz Argenta. Em 2026, Balardin tornou-se cliente de si mesmo para disponibilizar o processo de forma terceirizada para a indústria de bebidas.
— Notamos uma crescente expressiva, o público está mudando a forma como consome álcool. Para disponibilizar para o setor vitivinícola brasileiro um produto de qualidade, resolvemos trazer esse sistema inovador. Quem quiser entrar no mercado do vinho desalcoolizado e não quiser fazer o investimento, vai poder fazer a desalcoolização conosco e ir para o mercado com uma boa qualidade — exemplifica.
O investimento de R$ 7 milhões na planta localizada na Linha 80 entra em operação na metade de maio.
De olho em novos mercados
De Caxias do Sul, as máquinas para envase da Carbonatech surgiram para suprir a demanda cervejeira e evoluíram em tecnologia para ampliar o mercado e atender fabricantes de bebidas com maior carbonatação, como o espumante e as kombuchas, por exemplo.
Desde que surgiu no mercado, o fermentado rico em probióticos e consumido para melhorar a saúde intestinal deixou de ser apenas artesanal para ser produzido em larga escala.

Proprietário da Carbonatech, William Paz vendeu para uma empresa de Itajaí o maquinário avaliado em R$ 3 milhões para atender a demanda crescente.
— Ganhou escala industrial e foi porta de entrada para um consumidor que passou a procurar bebidas mais fitness. As kombucharias passaram a fazer compostos e refrigerantes naturais. Nossa nova tecnologia atende a esse novo leque. Traz uma eficiência melhor, desenvolvemos equipamentos menores que atendem as fábricas com plantas menores. A máquina tem pontos inteligentes com medidores de fluxo em cada bico que se otimizam e economizam tempo — explica.
A expectativa da organização da Envase Brasil é superar os números da edição passada, que atraiu em torno de 6 mil visitantes e gerou mais de R$ 120 milhões em negócios.
Outra atração da programação da Envase é a premiação da 4ª Copa Sul-Americana de Cerveja que acontece nesta quinta-feira (16). Com crescimento de 45% no número de rótulos inscritos em relação à edição anterior, 264 cervejarias participam com amostras distribuídas em 164 estilos da bebida. O processo de análise é conduzido por jurados do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Uruguai e Venezuela com degustações às cegas.




