
Nesta sexta-feira (13), às 17h, será inaugurado oficialmente um conjunto de três murais permanentes em homenagem à cultura e ancestralidade kaingang em Gramado. Os painéis integram o projeto cultural Muralismo e os povos originários: do esquecimento à inclusão e foram executados na parede lateral do Arquivo Público João Leopoldo Lied (Rua Leopoldo Rosenfeld, 818), junto à Vila Joaquina - Território Criativo.
A autoria da intervenção urbana é do artista plástico Alessandro Müller. A tríade de painéis transita entre símbolos de identidade, memória e futuro, e recebeu o nome de Começo, Meio, Começo, em referência à filosofia cíclica que compreende a vida como fluxo contínuo.
As ilustrações apresentam uma criança da etnia kaingang com "a peça que falta" de um quebra-cabeças e a gralha-azul, associada à Mata Atlântica e à dispersão das sementes de araucária; as mãos que acolhem uma muda de árvore, refletindo cuidado, continuidade e transmissão de saberes; e o rosto em formação, cercado por peças e pássaros em movimento, transformação e reconstrução.
— O papel do artista também é o de abrir espaço para temas fundamentais da nossa história e da nossa formação como cidadãos. A arte comunica e, quando ela está na rua, no espaço público, ela se torna acessível a todos. Ela encontra as pessoas no caminho e as convida à reflexão — afirma Müller.
Cada mural conta com QR Code que dá acesso a audiodescrições imagéticas detalhadas para pessoas com deficiência visual.
Financiado com recursos do sistema Pró-Cultura, do governo do Estado, e da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura, o projeto cultural promoveu atividades e formações gratuitas, como palestras, oficinas e contação de história na cidade. A realização é do Ateliê das Utopias, com produção da LM Produções Artísticas.


