
A Secretaria Estadual da Cultura, a Associação Cultural Miseri Coloni e a Secretaria Municipal da Cultura lançaram oficialmente, na tarde desta quarta-feira (10), as obras da primeira etapa de restauro do Monumento Nacional ao Imigrante, em Caxias do Sul. Durante o ato, foi assinado o contrato que autoriza o início dos trabalhos.
Inaugurado em 1954 e tombado como patrimônio histórico caxiense, o Monumento reúne esculturas de Antônio Caringi, um obelisco com relevos que retratam a chegada e o trabalho dos imigrantes. Além disso, o Espaço Cultural Antônio Caringi abriga exposições com ênfase na pluralidade étnica e na valorização da mulher.
Após décadas de exposição ao clima, foram identificados danos estruturais, como infiltrações, salinização dos mármores internos, deformações no piso de basalto e deterioração das lajes. Por isso, a partir de 15 de dezembro o espaço será fechado ao público para organização interna do acervo.
As obras começam em janeiro, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2026. Uma segunda etapa, prevista para o próximo ano, deverá contemplar intervenções na estrutura interna.
O que será feito na primeira etapa
Segundo o projeto arquitetônico e de engenharia, a primeira fase do restauro prevê:
- Instalação de galeria de ventilação e drenagem para controle da umidade na cripta;
- Construção da base que receberá, na segunda etapa, o elevador de acessibilidade;
- Remoção e reassentamento das pedras originais de basalto para implantação de sistema de impermeabilização;
- Restauração do sistema original de ventilação das claraboias;
- Realização de ações educativas e culturais, incluindo concurso cultural, visita guiada e 15 sessões teatrais alusivas aos 150 anos da imigração italiana, com acesso gratuito ao público.
Investimento e equipe técnica
A primeira etapa está aprovada no Pró-Cultura RS e soma R$ 1.987.225,65, mais contrapartida de R$ 872.024,29 da Prefeitura de Caxias do Sul. O projeto cultural e arquitetônico foi doado pelo Programa Cultura Melhor, Sociedade Melhor, da Secretaria Municipal da Cultura, Fundação Marcopolo, Gelson Castellan, José Antonio Fernandes Martins e Randoncorp.
As obras contam com patrocínio de Florense, Intermach, Malharia Anselmi e Vêneto Transportes, além do apoio institucional da Prefeitura.
A execução é da Associação Cultural Miseri Coloni, com equipe técnica formada por Cristina Seibert Schneider (gestão cultural), Anderson Miguel Cristi (contabilidade), Leila Schneider (arquitetura), Maria Eduarda Kaepery (marketing e comunicação) e Paulo Walter da Luz (engenharia).




