
Mesmo sendo o último dia dos Festejos Farroupilhas em Caxias do Sul, nem a forte chuva espantou a população neste domingo (21). Por volta das 15h30min, muitas pessoas ainda chegavam nos pavilhões da Festa da Uva para prestigiar os acampamentos e as apresentações artísticas. A programação de 11 dias contou com diversas atividades, incluindo o 31º Rodeio Crioulo Nacional e o 2º Rodeio Crioulo Internacional de Caxias do Sul com Contraponto de Gineteada – Brasil x Uruguai x Argentina. Baile com Os Monarcas é a última atração na noite deste domingo.
Para o coordenador da 25ª Região Tradicionalista, Rodrigo Ramos, o evento deste ano superou as expectativas de público, com registros de visitantes até de outros Estados, como São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Além disso, foram mais de 5 mil inscritos nos setores artísticos e campeiros.
– O balanço é 100% positivo. Nós tivemos algumas deficiências, porque o evento cresceu demais neste ano quando comparado com o ano passado. Mas, tirando essas questões pontuais, como a entrada e os banheiros, o resto é só sucesso. Somente no baile deste sábado (20), acredito que superamos mais de 20 mil pessoas, superou tudo — diz Ramos.
O fato de Caxias do Sul ter sediado, pela primeira vez em 76 edições, o acendimento da Chama Crioula, que marca o início dos Festejos em todo o Estado, também foi essencial para o fomento da cultura gaúcha local.
– A Chama Crioula foi algo que eu trouxe para Caxias, que eu venho já trabalhando há alguns anos para acontecer aqui, e conseguimos realizar neste ano. Então, acabou movimentando, colocando Caxias do Sul em evidência para o resto do Estado e fora dele – destaca Ramos.
O coordenador ainda salientou a importância do movimento para o município, principalmente em relação à economia.
– A Semana Farroupilha movimenta a economia. Ela movimenta o mercado, o açougue, a padaria, a loja de pilcha. Então, a celebração tem uma importância que a gente, às vezes, não dá bola. Por vezes, os órgãos públicos também não têm esse olhar e eles têm que começar a ficarem atentos. O evento envolve uma comunidade muito grande e não é só o "gaúcho de carteirinha", é da criança ao pai, a mãe, o avô, a avó, todos aqui em comunhão, dentro dos pavilhões da Festa da Uva, aproveitando do começo ao fim — acrescenta Rodrigo.
Mais de 200 acampamentos
E os clássicos acampamentos também marcaram a semana dos Festejos. Com mais de 220 entidades, as estruturas de madeira preencheram os Pavilhões. Um deles foi o piquete Cavaleiros do Pedancino, que montou a sua sede e ofereceu refeições em todos os dias dos Festejos. De acordo com o patrão, o empresário Marcelo Brandalise, mais de 500 pessoas passaram pelo espaço durante os 11 dias de programação.

– A nossa estrutura aqui aconchegou, todas as noites, mais de 50 pessoas. Então, a gente fez vários cardápios e foi bem bacana. Infelizmente está acabando, mas foi muito gratificante estarmos aqui – conta Brandelise.
Para o patrão, a Semana Farroupilha também é essencial para manter a tradição viva.
— É um povo forte, aguerrido e bravo, então, acho que o gaúcho não desiste, apesar de tudo o que está acontecendo, essas catástrofes por exemplo, e a gente está aí. Então, não é só comemorar, comer carne, festa, também tem uma história muito bonita por trás disso — reforça Marcelo.

A coordenadora da invernada mirim do CTG Sinuelo, Marinês Lemos dos Santos, destacou que a Semana Farroupilha é bem agitada devido aos vários compromissos, como apresentações e o tradicional desfile, mas tudo vale a pena.
— Para nós é bem corrido, mas para mim é a melhor semana do ano. Eu acho setembro o melhor mês do ano. Sou de Vacaria e lá cresci em rodeio. Então, aqui, com meus filhos participando do CTG, para mim é uma maravilha. Acho que os Festejos são essenciais para manter a tradição viva, principalmente com as crianças — comenta Marinês.
Os Festejos Farroupilhas 2025 em Caxias do Sul se iniciaram no dia 11 de setembro e seguiram até este domingo (21). O baile de encerramento estará a cargo do grupo Os Monarcas, a partir das 19h.
Porém, a cidade ainda terá uma missão importante a cumprir. A Chama Crioula permanecerá em Caxias, na Casa do Gaúcho (Rua Teixeira de Freitas, 1.461), até o próximo ano, quando poderá ser entregue para o município de Rio Pardo, no Vale do Rio Pardo, o próximo da lista a receber o símbolo.

