
Inaugurado em 23 de fevereiro de 1950, pegando carona às vésperas da abertura da Festa da Uva que comemorava os 75 anos da imigração italiana, o Cine Teatro Real até hoje é lembrado pelos moradores mais antigos do bairro São Pelegrino e arredores.
Além de filmes e montagens teatrais, o palco do cinema abrigou centenas de shows, operetas e espetáculos de teatro de revista. Também eternizou o Dia do Belo Sexo – posteriormente rebatizado de Dia da Dama – com ingresso cortesia para elas na sessão das terças- feiras.
Em declínio a partir do final dos anos 1970, o Real anunciou seu fechamento em dezembro de 1982. Já a derradeira exibição, com o filme Pânico no Atlantic Express, deu- se em 2 de janeiro de 1983. E para as gerações posteriores, o prédio ficou diretamente associado a outro estabelecimento: as antigas Lojas Brasileiras...
A imagem acima traz o Real à época de seu surgimento, no início da década de 1950, em um bucólico bairro São Pelegrino. No detalhe abaixo, as novidades tecnológicas da época e a programação, resumidas em um anúncio publicado nas páginas do Pioneiro.


PRIMÓRDIOS
Conforme detalhado no livro “Cinema: Lembranças...”, de autoria das professoras Kenia Pozenato e Loraine Slomp Giron, o Cine Teatro Real comportava um total de 1,5 mil lugares, entre plateia e mezanino, e suas cadeiras eram estofadas em amarelo escuro.
O abrir das cortinas grenás, com o nome Cine Teatro Real bordado em dourado, era embalado pela Marcha Triunfal, da ópera Aída, de Giuseppe Verdi.





