
Neste 2026 em que recordamos dos 95 anos da primeira edição da Festa da Uva, em 1931, trazemos alguns detalhes do Pavilhão de Exposições erguido para a edição de 1937 – a última daquela década. A estrutura, construída defronte à Catedral Diocesana, ocupava praticamente toda a extensão da Praça pela Rua Sinimbu, entre a Dr. Montaury e a Marquês do Herval, conforme vemos nas fotos ao lado.
Todo esse trabalho foi homenageado ao final do evento, quando um jantar na sede da Sociedade Príncipe de Nápoles (Mútuo Socorro) destacou os “construtores e artífices do Pavilhão da Festa Da Uva”. A solenidade foi detalhada na edição de 22 de março de 1937 do jornal O Momento, vide texto original abaixo:
Teve lugar, no dia 10 do corrente, uma festa de confraternização e de homenagem aos membros do Comissariado Geral da Festa da Uva de 1937, oferecido pelos construtores e artífices do pavilhão em que funcionou o certame máximo de Caxias.
Às 19h30min, no salão de festas da Sociedade Príncipe de Nápoles, teve lugar o banquete, em que tomaram parte, além dos promotores da festa, os senhores João Spinato, Bruno Fedrizzi, João Menegotto Filho e Germano Bornheim, mais os senhores Dante Marcucci, prefeito municipal; coronel Adelino Sassi, presidente do Centro dos Amigos de Caxias; Otoni Minghelli, presidente da Associação dos Comerciantes; representantes do alto comércio e indústrias locais e da imprensa, além de vários outros convidados especiais. O repasto obedeceu a um ótimo cardápio, sendo servidos finos vinhos.
Usou da palavra o nosso colega Lisboa Estrazulas, cronista literário oficial da festa da vindima caxiense, que dirigiu, inicialmente, uma saudação aos que colaboraram na construção do pavilhão, como verdadeiros artífices do trabalho, e aos que orientaram as obras.
Depois de outras considerações, entrecortadas de aplausos, o orador enalteceu a personalidade do prefeito Dante Marcucci e concluiu sua oração afirmando que a Festa da Uva não terminou, “porque é uma festa perene de trabalho e alegria, e enquanto houver uma Caxias conduzida pelo espírito moço de um Dante Marcucci, uma Caxias glorificada pelo trabalho de seu povo, enquanto subirem aos céus os cânticos álacres dos colonos, a festa continuará. Porque o trabalho honrado e fecundo e a alegria simples e boa que vem da atividade produtiva não conhecem limites”.


FONTE LUMINOSA
Foi também durante a edição de 1937 que ocorreu a inauguração do chafariz, à época identificado como Fonte Luminosa (foto acima).






