
Febre nas residências dos anos 1960, 1970 e 1980, as peças produzidas pela Metalúrgica Natalino Tomasi até hoje são facilmente identificáveis pelas iniciais NT - assim como as da Eberle e as do lendário Artesanato Nigavel.
Lustres, lampiões, candelabros, luminárias, mesas, cadeiras, castiçais, incensários, floreiras, abajures, espelhos, arandelas, revisteiros, porta-retratos, porta-bíblias e uma infinidade de artefatos em metal podiam ser encontrados em diversas lojas de Caxias e região.
Toda essa produção se concentrava em Porto Alegre, de onde saíam também produtos que compunham cenários de novelas, comerciais e programas da TV - especialmente as modernas camas em bronze fundido, latão e tubos de aço coloridos que “dominaram” os anos 1980.
Na imagem abaixo, um anúncio da metalúrgica publicado no Pioneiro de 1985 destacando essas camas, todas “à venda nas melhores casas da região”.

ELIANA PITTMAN
A apurada técnica do “artesanato em bronze retocado a mão” de Natalino Tomasi também costumava ser exposta na Festa da Uva. São dos estandes das edições de 1975 e 1978 os registros desta página, com destaque para uma visita ilustre.
Há 50 anos, Tomasi recepcionou a cantora Eliana Pittman, que se apresentava no evento. Conforme divulgado pelo Jornal de Caxias de 8 de março de 1975, a artista foi “obsequiada com os Sete Sinos da Felicidade”, outro item do catálogo da metalúrgica (foto abaixo).



TROFÉUS
Troféus especiais também costumavam ser encomendados à metalúrgica, entre eles o Portovisão, concedido aos melhores da música, do disco e dos clubes de 1977 - o Itamone foi um dos agraciados. Outro troféu foi o Destaques da Moda de 1979, concebido por Natalino Tomasi em metal dourado e mármore.
Já nos anos 1980, Tomasi elaborou troféus para diversas promoções sociais organizadas pelo colunista Paulo Gargioni. Nos anos 2000, também confeccionou em bronze o tradicional Kikito de madeira do Festival de Cinema de Gramado e uma réplica da taça da Libertadores da América.

INÍCIO
Assim como diversos industrialistas de Caxias, Natalino Tomasi foi “forjado” na Metalúrgica Abramo Eberle. Iniciou em 1944, aos 14 anos, na seção de arte sacra. Em 1948, transferiu-se para a Metalúrgica Triches, onde também atuou em uma seção de artigos religiosos. Já em 1957 deu início à empresa própria, em Porto Alegre.
Em 1985, Natalino Tomasi teve sua trajetória reconhecida com a Medalha e Diploma Monumento Nacional ao Imigrante, entregue pelo prefeito Victório Trez.

