
Fechado ao público a partir desta segunda (15), para o início da primeira etapa de restauro, o Monumento Nacional ao Imigrante costumava ser cenário para centenas de lembranças de viagem, cartões postais, imagens promocionais e até fotos de infância – principalmente durante seus primeiros tempos, nas décadas de 1950 e 1960.
Trazemos aqui alguns registros de família captados pelos fotógrafos Hildo Boff e Lydio Provin em 1958 – quatro anos após a inauguração das estátuas pelo presidente Getúlio Vargas, em 28 de fevereiro de 1954, na abertura da Festa da Uva.


O CASAL ZANOTTI
Obra do escultor Antonio Caringi, as esculturas foram moldadas no Rio de Janeiro e fundidas posteriormente na Maesa – sob a supervisão do mestre italiano Tito Bettini. Os rostos foram inspirados nas feições dos imigrantes italianos Luigi Zanotti e Enrica Perini Zanotti, chegados a Caxias em 1876 e já octogenários em 1954, quando a obra foi entregue oficialmente.
O casal conheceu “suas estátuas” ainda na fundição da Maesa. Conforme matéria no Pioneiro de 9 de janeiro de 1954, Enrica comentou com Luigi:
“Parece que os dois falam, não é Luiz? Olha, ela tem o rosário e ele, a sacola. Era mesmo assim que faziam quando iam cortar mato ou capinar. Levar junto a comida, na sacola. Carregar os filhos pequenos e ir com a serra, o machado, a foice, e derrubar o mato”.

DETALHES DO OBELISCO
Os relevos dos três painéis do obelisco traduzem a chegada dos imigrantes (o de baixo), a vitória pelo trabalho (o painel ao centro) e a integração do imigrante no espírito da pátria (no alto).





