
Presença constante nas Festas da Uva dos anos 1950 e 1960, a extinta Vinícola Mosele faturou o prêmio de melhor estande da edição de 1965. O concurso foi uma promoção das Tintas Coral e teve como jurados Otoni Minghelli, presidente da festa; a rainha Silvia Celli, o prefeito Hermes João Weber, o arquiteto Rubens Baldisserotto, a diretora da Escola Superior de Belas Artes, Elyr Ramos Rodrigues; a colunista social Margot Sauer e os jornalistas Jimmy Rodrigues, Adelar Cosner e Heráclito Limeira.
O “Troféu Tintas Coral” foi entregue durante uma cerimônia em 13 de março de 1965, no então recém-inaugurado Alfred Hotel. Ali também foram premiadas com menções honrosas os estandes das empresas Metalúrgica Abramo Eberle, Viúva Angelina Sebben & Filhos, Tecidos e Artefatos Kalil Sehbe e Vinhos Luiz Antunes.

NELLY JUCHEN
Idealizado pela senhora Nelly Zatti Juchen, o estande junto ao Pavilhão Feira Industrial, na Rua Alfredo Chaves, foi assim descrito no Pioneiro de 20 de março de 1965:
“Representa de maneira feliz o ciclo da uva, desde o parreiral, o fruto e sua industrialização, o bom e generoso vinho de Caxias do Sul caindo em duas grandes taças, como uma saudação perene ao trabalho fecundo do homem sobre a terra”.
Na reprodução abaixo, o momento em que o presidente Humberto de Alencar Castelo Branco visita o estande da Mosele e cumprimenta a senhora Adelícia Lohmann Mosele - junto a Nelly Juchen, ao senhor Beno Weirich, um dos diretores da vinícola, e ao Ministro da Indústria e Comércio, Daniel Faraco.

O CERTAME
O júri que escolheu os vencedores (primeiro lugar e menções honrosas) teve de considerar seguintes fatores: produtos da região da Serra, adequação do estande ao espírito da festa, originalidade, bom gosto e funcionalidade.
Para tanto, os jurados percorreram, separadamente, estande por estande, a fim de averiguar todos os itens do regulamento. Após a premiação, o Troféu Tintas Coral ficou exposto junto ao estande da Vinícola Mosele até o final da festa.

