
Iniciado em 2015 pelo historiador Éder Dall’Agnol dos Santos, o projeto que buscava investigar as famílias colonizadoras do distrito de Santa Lúcia do Piaí ganharia originalmente uma publicação única. Porém, para melhor valorizar a trajetória de cada localidade abordada, a proposta foi ampliada para uma coleção de livros individuais.
Conforme Éder, que também é diretor do Centro de Memória e História do distrito, um único volume não daria conta de registrar toda a riqueza histórica do distrito. A comunidade de São Maximiliano, por exemplo, completará 140 anos do início da colonização italiana no próximo ano - surgida em 1886, é a mais antiga da região, formada por diversas famílias.
- Cada comunidade é única, com características e culturas próprias. Dedicar um livro a cada uma permite aprofundar a compreensão sobre sua história e seu desenvolvimento - detalha.
Cada volume abordará a história da capela, os comércios, a educação, a cultura, o lazer e o folclore locais, além de listar pessoas que contribuíram para o crescimento da comunidade, como parteiras, médicos práticos e religiosos leigos.

SÃO MAXIMILIANO
A primeira comunidade escolhida, a Linha São Maximiliano, foi a que recebeu o maior número de imigrantes italianos em Santa Lúcia do Piaí - foi também a primeira a ser fundada no distrito, junto com a capela de pedras nos altos do Rio Caí.
Éder pretende produzir um livro abrangente, reunindo informações históricas e depoimentos de descendentes dos primeiros colonizadores. O volume também trará registros fotográficos e documentos importantes relacionados à capela e às famílias.
Entre as pesquisadas pelo historiador estão os Camello, Cavalli, Costa, Benetti, Bertoldi, Bessegatto, Brisotto, Binotto, Dall’Agnol, Dallastra, Deon, Echer, Fabiani, Lazzarotto, Libardoni, Mazzurana, Muraro, Murer, Moschen, Negri, Ramme, Tenutti, Trentin e Zappe, entre outras.
Na imagem que abre essa matéria, a fachada da lendária casa de comércio de Sisto Echer Filho, o “Sistoto”, na década de 1940. O estabelecimento dos Echer abrangia desde a compra e venda de produtos coloniais até o comércio de secos e molhados, incluindo tecidos e alguns gêneros alimentícios.
Tratava-se de uma construção ampla, incluindo a moradia da família, o comércio em si e um salão onde eram realizados bailes e festas de casamento.

PARTICIPE
Quem desejar contribuir com depoimentos e material fotográfico sobre a comunidade de São Maximiliano pode enviar até a metade de janeiro pelo whatsapp (54) 98148.7060 e e-mail ederdallagnol89@gmail.com. Os mesmos contatos servem para realizar a reserva do exemplar.
PARCERIA
A idealização do projeto é da empresa Legado – Histórias de Vida, da jornalista Valquíria Vita, autora de diversas biografias e histórias de empresas de Caxias do Sul e região. Uma das últimas publicações da Legado destacou os 80 anos da comunidade de Nossa Senhora da Salete, interior de Farroupilha, e os 110 anos da tradicional Loja Magnabosco.


