
Cenário de filme, novela de época, coisa de cinema… Impossível visitar Garibaldi e não se impressionar com o nostálgico charme da Rua Buarque de Macedo – parada obrigatória para turistas e palco da tradicional festa Garibaldi Vintage, cuja próxima edição ocorre em 7 de novembro.
Sobrados em impecável estado de conservação guardam mais de um século de história e encantam os visitantes, assim como as calçadas, a pavimentação de paralelepípedos, as luminárias e o paisagismo urbano.
Conforme destacado pelo colega de memória Leandro Staudt, da Gaúcha/ZH, o início da via remete ao final do século 19, quando a estrada Buarque de Macedo foi construída para ligar Montenegro, local do porto no Rio Caí, à região de Lagoa Vermelha.
O trajeto contemplava também as antigas colônias Dona Isabel (Bento Gonçalves), Alfredo Chaves (Veranópolis) e Conde d’Eu (Garibaldi), onde foram instaladas diversas casas comerciais e residenciais.


HISTÓRICO NAS FACHADAS
Os prédios preservados na Rua Buarque de Macedo são ocupados principalmente por empresas de comércio e serviços. Nas fachadas, placas trazem um resumo do histórico dos imóveis.
Erguido em 1900, o sobrado da Pharmacia Providência foi ocupado pelo estabelecimento comercial de Arduíno D’Arrigo, além de ser residência da família – a sacada serviu, inclusive, de palanque para discursos de Getúlio Vargas e Borges de Medeiros.
Outro imponente imóvel é a Casa Koff Nehme. Construída em 1923, foi projetada pelo engenheiro Valentim Maffaziolli a pedido do primeiro proprietário, André Pedro Koff. Em 1955, foi adquirido por João Nehme, também comerciante.
Não menos emblemática é a Casa Antônio Koff, também de 1923. Antônio, o irmão André Pedro Koff e o amigo Moisés Mereb vieram da Síria no início do século 20. Eles vendiam tecidos e confecções por toda a região e, após os negócios prosperarem, fixaram seus estabelecimentos em amplas construções do centro de Garibaldi.

MANUEL BUARQUE DE MACEDO
Pernambucano, Manuel Buarque de Macedo era escritor, político, engenheiro e ministro da agricultura do Império do Brasil. Falecido em 1881, foi homenageado nomeando a estrada que cortou a zona de colonização na Serra.

COLABORAÇÃO
Informações e fotos desta página foram publicadas originalmente pelo colega de memórias Leandro Staudt, titular da coluna Almanaque Gaúcho, da Gaúcha/ZH.





