
Consagrada pela confecção de acordeons a partir de 1954, a Soprano foi uma das tantas empresas que redirecionou sua produção a partir da segunda metade da década de 1960. Mudanças sócio-culturais, guitarras em profusão, rock’n’roll dominando as paradas, um público jovem ávido por novidades, vários foram os fatores que contribuíram para que o instrumento fosse gradualmente “escanteado”.
Mais precisamente em 1968, a empresa caxiense, fundada e dirigida pelo senhor Silvino Agnesi, optou por encerrar a manufatura das gaitas. Adentrando no setor metalúrgico, a Soprano deu início à fabricação de ferragens para esquadrias – tudo isso ainda em Caxias, na sede do bairro Kayser.
Na sequência, o empresário Adelino Miotti entrou na sociedade, marcando o começo da reestruturação industrial que definiria a nova fase da marca.


EM FARROUPILHA
A transferência da sede para Farroupilha ocorreu em 1972, quando a Soprano foi a primeira empresa a instalar-se no então novo Distrito Industrial da cidade – uma mudança estratégica para ampliar a capacidade produtiva e fortalecer-se no setor da construção civil.
Essa guinada marcou não apenas uma alteração de produto, mas o início de uma trajetória de constante transformação e diversificação – uma das marcas da empresa. Vieram na sequência os disjuntores, as fechaduras residenciais, os cilindros hidráulicos, os componentes para móveis, as utilidades térmicas, e os interruptores e tomadas.
Atualmente, o portfólio da empresa soma mais de 4 mil itens – com soluções para os mercados de construção civil, moveleiro, energias renováveis e utilidades domésticas.


TRAJETÓRIA EM IMAGENS
Na seleção deste post, alguns momentos de como toda essa trajetória começou, com destaque para um registro de AdelinoMiotti com o governador Pedro Simon, em meio à Festa da Uva de 1989.
A saber: Adelino Miotti presidiu a CIC de Farroupilha no período 1993/94 e foi homenageado com o título Cidadão Honorífico Farroupilhense em 1999. Ele faleceu em 2010, aos 68 anos.
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