
Ponto de referência do Centro, ícone arquitetônico – com sua fachada art déco minuciosamente revitalizada – e um dos nomes mais lembrados pelos consumidores quando se fala em lojas de departamentos, o Magnabosco tem sua trajetória de 110 anos diretamente associada ao desenvolvimento econômico e social de Caxias do Sul.
E toda essa jornada, iniciada em 1915, acaba de ganhar um livro emblemático, a começar pelo título. Magnabosco: Um Magazine Chamado Tempo será lançado neste domingo (28), durante um evento especial para convidados no Hotel Samuara – posteriormente, a publicação estará à venda na loja.
Com pesquisa e produção da jornalista Valquíria Vita, da Legado Histórias de Vida, a obra ressalta a forte identificação da marca com a cidade e com a cultura da imigração italiana. Centenas de fotos do acervo da família Magnabosco – muitas inéditas ou restritas ao círculo familiar – ilustram a narrativa, que destaca ainda os personagens que fizeram parte desse percurso.
A publicação reúne mais de 30 depoimentos, incluindo os de dona Lucy Magnabosco de Paula Moreira – filha dos fundadores Raymundo Magnabosco e Flora Serafini Magnabosco –, de representantes de várias entidades locais e de executivos de marcas de moda nacionais e internacionais, parceiras de longa data.
– O livro é uma celebração da nossa permanência. É uma forma de valorizar o nosso legado, mas indo além. Assim como a cidade muda, nós também mudamos, nos reinventamos e seguimos fiéis aos nossos valores e à nossa história – destaca o diretor Pedro Horn Sehbe, integrante da quarta geração da família fundadora.


SECOS & MOLHADOS EM 1915
Um dos mais longevos varejos de moda do Estado, o Magnabosco foi fundado em 1915, inicialmente como um secos & molhados. Devido à localização privilegiada, logo tornou-se o principal ponto comercial da cidade – além dos consumidores locais, muitos vinham do interior e dos Campos de Cima da Serra, tanto para vender seus produtos como para comprar mantimentos na loja.
Com o sucesso do empreendimento, o típico casarão de madeira acabou cedendo lugar ao imponente prédio de alvenaria, projetado por Sylvio Toigo na segunda metade da década de 1930 (foto acima).
Foi quando o espaço passou a abrigar o empreendimento no térreo, o Fórum e a residência do juiz no segundo andar; e o lar do proprietário no último piso _ onde Raymundo e a esposa Flora Serafini conviviam com os filhos (foto abaixo).


MISSA NA CAPELA
:: As celebrações em torno dos 110 anos do Magnabosco seguem nesta segunda (29), com uma missa em ação de graças, às 9h30min. A cerimônia, conduzida pelo frei Jaime Bettega, ocorre na capela localizada no último andar da loja e é aberta ao público.
Encerrando a programação oficial, no dia 16 de outubro, a Assembleia Legislativa do Estado realizará uma homenagem ao empreendimento, por proposição do deputado Tiago Simon.
A saber: no último dia 22, a loja também recebeu uma homenagem da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, proposta por Wagner Petrini.






