Bom Dia! O sábado é convidativo, pois resgata a afetividade que habita as profundezas do ser... Viver é um evento extraordinário que supõe criatividade, interioridade e muitos sonhos... Ao invés de reclamar da vida, fica de bom tamanho buscar conhecimento e aperfeiçoamento... Feliz dia!
“Sua autoestima não está apenas no espelho. Está nos limites que você coloca, nas escolhas que faz e na voz que usa para falar consigo mesmo.” (@passarinhos_no_telhado).
Gostar de si mesmo e estar em sintonia com o corpo, com a mente, com a afetividade e com a espiritualidade é o ponto de partida para o equilíbrio existencial. Com certeza, há uma beleza que o espelho não alcança. Ele mostra traços, marcas, mudanças do tempo, mas não consegue revelar a qualidade com que alguém se trata por dentro. A autoestima verdadeira não mora apenas na aparência. Ela aparece quando a pessoa aprende a preservar a própria paz, a escolher com consciência, a não se abandonar para caber em lugares onde o coração adoece.
Muitas vezes pensamos que amar a si mesmo é gostar do que se vê. Também é, de algum modo. Mas há um amor mais profundo, aquele que se manifesta nos limites colocados com serenidade, na coragem de dizer ‘não’ quando a alma já sabe que um sim custaria caro demais, na decisão de não permanecer onde a dignidade é ferida.
Deus nos ama por inteiro, e esse amor pode nos ensinar uma maneira mais respeitosa de olhar para nós mesmos. Não como vaidade, mas como reconhecimento sagrado. Quem se sabe amado por Deus começa a perceber que não precisa se tratar com aspereza para amadurecer.
A voz interior também precisa de conversão. Há pessoas que jamais falariam com alguém querido do modo como falam consigo mesmas. Cobram demais, diminuem-se, recordam falhas como se fossem identidade.
A cura começa quando essa voz se torna mais justa e mais mansa. Não permissiva, mas humana. Capaz de reconhecer erros sem destruir a esperança. Capaz de corrigir caminhos sem humilhar a alma.
A autoestima amadurecida se expressa nas escolhas discretas de cada dia: descansar quando é preciso, afastar-se do que fere, pedir ajuda, agradecer pequenos progressos, não negociar valores essenciais por afeto incerto.
O espelho pode participar desta história, mas não deve governá-la. Porque o valor de uma pessoa se revela muito mais no cuidado que ela assume pela própria vida do que na imagem refletida por alguns segundos diante dos olhos.


