Bom Dia! A semana que antecede o Dia dos Pais aproxima a família e desperta a importância da gratidão... Como é dignificante ter uma família, ter raízes, ter uma referência... Apesar das limitações, justamente por sermos humanos, a Família sempre será a melhor das inspirações... Feliz dia!
"A vida precisa de faxina. E isso inclui fechar algumas portas e dar fim a algumas histórias." (Fabíola Simões)
Organizar nossos espaços é condição para nos sentirmos bem e para dar conta das atividades. Para além dos ambientes, porém, é necessário organizar nossa interioridade. Faxinar nosso coração é uma ação periódica muito importante. Afinal, quase sempre guardamos o que não vamos usar. De tempos em tempos, a vida pede uma faxina silenciosa, não apenas nos espaços da casa, mas nos cômodos da alma.
Há lembranças acumuladas, vínculos sem vida, culpas antigas, expectativas vencidas e histórias que continuam ocupando lugar mesmo depois de terem chegado ao fim. Guardar tudo cansa. O coração não foi feito para carregar permanentemente aquilo que já não alimenta, já não cura, já não conduz. Fechar algumas portas pode parecer um gesto duro, mas muitas vezes é um ato de cuidado.
Há portas que permanecem abertas apenas para correntes de tristeza entrarem. Há histórias que precisam terminar para que a vida volte a respirar. Deus não nos pede apego ao que nos aprisiona. Ele nos chama à liberdade interior, à verdade que limpa sem destruir, à coragem de reconhecer o que já cumpriu seu tempo.
Fazer faxina na vida é separar o que ainda possui sentido daquilo que apenas ocupa espaço. É olhar com gratidão para o que nos ensinou, mas não permitir que o passado continue governando todos os dias. Algumas despedidas são necessárias para que a paz encontre lugar. Algumas conversas precisam acabar. Algumas esperas precisam ser encerradas. Algumas versões de nós mesmos precisam descansar para que outras possam nascer.
Essa limpeza não acontece sem sensibilidade. Mexer no que estava guardado pode levantar poeira, despertar saudade, provocar resistência. Mas depois vem uma leveza diferente, como uma janela aberta depois de muito tempo. O ar circula, a luz entra, o coração percebe que não precisava conservar tudo.
A vida se renova quando encontra espaço. E nesse espaço, Deus semeia novos começos, novas presenças, novas formas de esperança. A faxina da alma não apaga a história. Apenas devolve a cada coisa o seu lugar, para que a paz volte a habitar o presente.
Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!



