Bom Dia! O amanhecer chega lentamente e anuncia que um novo dia chegou... Sejamos agradecidos por essa oportunidade ímpar de estar vivo e de poder desfrutar de tudo o que a bondade de Deus preparou... Gratidão é um sentimento maravilhoso e portador de muitas realizações... Temos tanto para agradecer... Feliz dia!
“A infância é o chão que se pisa a vida inteira.” (Lya Luft).
A infância ocupa um significativo espaço em nossa vida, ao ponto de estarmos sempre recordando os momentos vividos no berço familiar. Nada é tão marcante como a infância, por isso é importante proporcionar e qualificar a convivência, permitindo que a criança permaneça integralmente nesta etapa existencial. Vejo muitas crianças tendo que enfrentar problemas de adultos. Lamento tanto.
Tenho me dedicado, juntamente com uma comprometida equipe, no cuidado das crianças em situação de vulnerabilidade. A satisfação é enorme. Afinal, a infância é o território onde o ser começa a ser. É ali que aprendemos o que é amor, medo, perda e esperança. Cada palavra recebida, cada abraço, cada ausência e cada gesto formam o tecido invisível que sustenta nossa existência adulta.
Mesmo quando crescemos, as marcas desse tempo continuam a falar dentro de nós. O que fomos um dia permanece em forma de lembrança, mas também de reação, de crença, de modo de olhar o mundo. O chão da infância pode ser firme ou instável, mas é sempre o primeiro alicerce. As experiências desse período moldam o modo como amamos, confiamos e enfrentamos a vida.
Por isso, compreender a própria história é um ato de cura. Revisitar a criança que fomos não é nostalgia, é reconciliação. É reconhecer as carências e as alegrias, os medos e as descobertas que nos tornaram quem somos. Há, dentro de cada adulto, uma criança que ainda busca ser ouvida, acolhida e compreendida. Quando negamos essa parte, perdemos a leveza; quando a abraçamos, encontramos novamente o encanto e a sensibilidade que o tempo tentou esconder.
A infância é também a fonte da fé, do riso fácil, da curiosidade diante do mistério. É dela que vem a capacidade de recomeçar, mesmo depois das quedas. A maturidade verdadeira não apaga a infância, mas aprende a cuidar dela. É esse cuidado que nos humaniza, que nos devolve ternura, que nos faz compreender o outro com compaixão. No fim, a vida é esse constante caminhar sobre o chão que a infância construiu. E quando esse chão é olhado com gratidão, ele deixa de ser passado e se torna fundamento de eternidade.
Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!


