
O Caxias vinha empurrando com a barriga uma decisão que poderia ter sido anunciada há pelo menos um mês. Com Marcelo Cabo, o time grená não tinha confiança, não tinha repertório e tampouco mostrava ter forças para chegar ao tão desejado acesso. Mesmo assim, insistiu. Até vir a demissão com delay.
Longe de ser culpa apenas do treinador, mas a equipe que sofreu a segunda derrota seguida em casa e não vence desde maio no Centenário já dava sinais claros de um trabalho insuficiente. Mesmo que tenha conseguido duas vezes longe do torcedor, o desempenho oscilava demais. Pouca criação, extremas sem profundidade. Não se tratava apenas de uma questão de eficiência ou de oportunidades criadas e não finalizadas com qualidade.
O Caxias de Marcelo Cabo não evoluiu, mesmo quando teve duas semanas entre um jogo e outro. Sem qualquer maratona de partidas, é notório quando existe um trabalho bem absorvido pelo grupo. Ainda mais em uma competição tão equilibrada.
A troca poderia ter sido feita bem antes. Não foi. E agora, com a água batendo no pescoço, caberá a um novo treinador encontrar uma fórmula para fortalecer o vestiário e tornar o Caxias competitivo para as duas decisões que restam. Tomara que não tenha sido tarde demais.




