
Como dizem os mais jovens, a Seleção Brasileira precisará "farmar (ou formar) aura". Na tradução para os nem tão jovens, a gíria da gurizada descreve o ato de construir carisma, presença marcante e confiança através do seu comportamento e estilo.
Traduzindo para o futebol, o Brasil de Ancelotti ainda busca essa aura, essa confiança de que pode chegar ao hexa.
Para isso, precisará mostrar na primeira fase que é confiável, que tem peças que possam fazer a diferença dentro de campo e que, principalmente, o grupo está comprometido com o objetivo final.
Em uma competição com uma fase a mais, a tendência é de que as surpresas sejam ainda mais difíceis de aparecer. Afinal, existe um degrau a mais para cumprir na caminhada até uma possível final. Sendo assim, estando no bolo dos candidatos, com França, Espanha, Inglaterra, Alemanha, Portugal e Argentina, o que pode fazer a diferença para o Brasil?
1) O fator Ancelotti.
2) A segurança defensiva e a aposta na qualidade do contra-ataque.
3) Vini Jr. e Raphinha repetindo o que fazem por Real Madrid e Barcelona, respectivamente.
4) A explosão de Endrick como craque.
Será preciso a junção de todas as alternativas acima, e mais alguns detalhes na hora de cada decisão.
Nem cito Neymar porque acredito que ele não terá protagonismo, mesmo sendo o mais talentoso da geração, seja pela questão física ou clínica. Então, resta torcer para que a Seleção consiga encontrar um caminho que a faça, por oito jogos, ser mais do que foi até aqui nesse conturbado ciclo de Copa do Mundo.




