
Nenhum clube é campeão da Copa do Brasil por acaso. Tampouco consegue repetir façanhas diante de gigantes do futebol brasileiro sem ter dentro de sua história algo que ultrapassa as quatro linhas. Foi mais uma noite onde o Juventude mostrou sua grandeza.
Foi uma classificação justa, merecida, do time que quis mais estar nas oitavas de final da Copa do Brasil. A inegável diferença técnica e de orçamento entre Juventude e São Paulo caiu por terra no 11 contra 11 dentro do Alfredo Jaconi.
Como em outros tempos, a força da equipe alviverde dentro de casa prevaleceu. Talvez a palavra nem seja força, mas imposição.
O Juventude se impôs do começo ao fim da partida. Criou mais, quis mais, brigou mais por cada pedaço do gramado. Quando teve um jogador a mais, soube explorar as fragilidades do adversário e se impôs na bola aérea.
Quando uma falha individual gerou o gol de desconto, não baixou a guarda. E lutou até o fim pelo gol da classificação. E aí nada mais justo do que ele vir da cabeça de Mandaca, alguém tão identificado com o clube. Mesmo com dores, vindo de lesão, ele foi para a guerra. E saiu vitorioso.
É uma classificação que dá confiança e fortalece o trabalho de Maurício Barbieri. Com a recuperação dos lesionados e mais alguns reforços na janela de julho, fica a impressão de que o Juventude pode realmente sonhar com a volta à Série A.





