
Tomas Bastos talvez fosse o símbolo do que o mostrou Caxias até aqui neste Gauchão. Começou muito bem, marcando gol na estreia, fora de casa, e sendo protagonista nas goleadas no Centenário. A impressão era de que seria o ano dele.
Depois, Tomas sofreu com as expulsões de companheiros em jogos importantes, contra Juventude e Inter, e praticamente abdicou de jogar para se defender. Acabou derrotado. Ele ainda foi ausência entre os titulares diante do São José, onde o time pouco construiu, e, por fim, sucumbiu na eliminação diante do Ypiranga. A expulsão será a última imagem dele pelo Caxias.
Nos três anos em que vestiu a camisa 10, o meia sempre se destacou por ser a referência técnica do time. Mas, houve também alguns momentos em que sua postura em campo não agradava completamente ao torcedor. Faltava aquela entrega, o algo a mais.
A saída, até certo ponto surpreendente, deixa uma lacuna no grupo grená. A missão número um do departamento de futebol, de olho na Série C, é encontrar um novo meia criativo e que possa liderar o setor mais importante da equipe.
Obviamente que essa não é a única carência da equipe, que terá de reavaliar, literalmente, do goleiro ao centroavante. Mas, se quiser sonhar com algo a mais na temporada, o Caxias precisa de um camisa 10 mais eficiente e participativo.



